- António José Seguro tomou posse como Presidente da República e pediu compromisso com a estabilidade e com o debate sobre descentralização.
- O discurso sublinhou a necessidade de diálogo interpartidário, estabilidade democrática e reformas estruturais, evitando ciclos eleitorais curtos.
- Destacou a perspetiva internacional de Portugal, defendendo o multilateralismo, a cooperação europeia e laços com a CPLP, bem como relações com Espanha.
- Anunciou prioridades nacionais: saúde a tempo, acesso à habitação, melhoria da justiça, redução de desigualdades, rejuvenescimento da população e educação para as novas gerações.
- Homenageou antigos chefes de Estado e reforçou o papel das instituições, das Forças Armadas e do Estado de direito na defesa da democracia e da soberania.
António José Seguro tomou posse hoje como Presidente da República. O juramento, em Lisboa, abriu um discurso centrado na estabilidade, na descentralização e no diálogo entre quadrantes políticos para responder aos problemas do país.
O Presidente afirmou que governa para todos os portugueses, incluindo quem vive no estrangeiro. Reforçou o papel da Constituição e a necessidade de evitar ciclos eleitorais curtos, apelando a responsabilidade cívica e à cooperação institucional.
Seguro agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa pela continuidade democrática e anunciou a entrega de uma condecoração em honra do antigo Chefe de Estado, em cerimónia prevista para hoje. Referiu também o legado dos antigos Presidentes e a memória de Mário Soares e Jorge Sampaio.
Contexto internacional e cooperação lusófona
O discurso destacou a cooperação com Espanha e a importância de alianças multilaterais. Apontou para a parceria com Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Timor-Leste e Moçambique como pilares da relação entre povos de língua portuguesa.
O Presidente sublinhou a importância de defender a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, bem como reforçar a presença de Portugal em organismos como a ONU, a NATO, a CPLP e a UE, mantendo o país como ator multilateral.
Desafios internos e compromisso de governação
Seguro enumerou dificuldades nacionais, entre elas envelhecimento, injustiças sociais, morosidade administrativa e carências nos serviços de saúde e habitação. Anunciou trabalho interpartidário para promover reformas em áreas-chave.
O Chefe de Estado reiterou o compromisso de promover estabilidade sem estagnação, favorecendo políticas de longo prazo com metas plurianuais. Anunciou convites aos partidos para definir um quadro de compromisso interpartidário na área da saúde e de outras áreas cruciais.
Perspetivas de futuro e cidadania
O Presidente afirmou que a descentralização exige ponderação e decisão, com foco no interior do país. Enalteceu a importância de ciência, inovação e cultura como motores de transformação social.
Por fim, garantiu que será próximo dos cidadãos, mantendo diálogo, respeito pela Constituição e uma atuação responsável. Terminou com votos de esperança para Portugal e a comunidade nacional.
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