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Cinco séculos depois, a história cigana continua sem entrada no Parlamento

Meio milénio após o alvará anticigano de D. João III, a evocação foi apoiada pelo Presidente, mas a proposta cívica não sobreviveu à mudança de ciclo.

Aula da Academia de Política Cigana em Abril de 2018, iniciada em Portugal com apoio do Conselho da Europa e associações como a Letras Nómadas, que visa capacitar jovens ciganos para a participação cívica activa e política
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  • Sexta-feira, 13 de março de 2026, passaram quinhentos anos desde o alvará de D. João III contra os ciganos.
  • A ordem estabelecia que os ciganos não entrassem nos reinos e senhorios, sob pena de prisão, açoutamento público e expulsão.
  • O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apadrinhou a evocação dos quinhentos anos dessa legislação.
  • Uma proposta de grupo de cidadãos não sobreviveu à mudança de ciclo político.
  • A memória histórica permanece associada à discriminação contra a comunidade cigana.

Sexta-feira, 13 de Março de 2026, marca o 500º aniversário de um alvará que restringiu a entrada de ciganos nos reinos de Portugal, emitido pelo rei D. João III. O documento ordenava expulsão de quem já estava nas terras e sancionava a punição pública para quem fosse encontrado novamente.

A efeméride foi alvo de uma evocação aberta ao público, com o apoio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Contudo, uma proposta apresentada por um grupo de cidadãos não avançou face às mudanças no ciclo político, mantendo o tema fora do aparecimento no Parlamento.

O incidente histórico, ocorrido no século XVI, envolve a primeira lei anticiganos definida pelo monarca. Ao longo dos séculos seguintes, o episódio tornou-se ponto de referência para debates sobre direitos das comunidades ciganas em Portugal.

Contexto histórico

Apesar da data simbólica, o tema da história cigana ainda não integrou a agenda legislativa no Parlamento. Organizações e investigadores apontam para uma lacuna de reconhecimento institucional, com pouca iniciativa para debater publicamente os impactos históricos da legislação de 1515.

O evento de 500 anos é visto por alguns como oportunidade para reflexão sobre direitos, memória e reparação histórica. Autoridades públicas encaram a efeméride como momento de apreciação histórica, sem compromisso legislativo imediato.

A notícia ressalta a distância entre a memória histórica e a ação legislativa atual. Não há indicações de propostas oficiais para incluir a história cigana nos curricula ou nas comissões parlamentares, mantendo o tema fora do foco institucional.

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