- Nuno Morais Sarmento morreu aos 65 anos, sendo visto como o homem-forte de Durão Barroso e o primeiro político a assumir toxicodependência.
- Foi uma figura ligada ao PSD, apoiando Ferreira Leite e, mais tarde, Rui Rio, sem nunca ter disputado a liderança.
- Em 26 de março de 2015, numa entrevista ao Observador, disse que não se iria auto-excluir da disputa pela liderança se isso fosse útil ao partido.
- Chegou a ser desafiado a candidatar-se, tendo indicado que aceitava caminhos internos do PSD em momentos específicos.
- A notícia recorda ainda a frase associada ao boxe, apresentada como parte da sua visão de vida.
Nuno Morais Sarmento, figura central do PSD e próximo de Durão Barroso, faleceu aos 65 anos em 2026. A sua morte encerra uma carreira marcada pela influência estratégica dentro do partido e no universo político nacional.
Ao longo da sua trajetória, Morais Sarmento destacou-se como um dos homens fortes do núcleo duro de Barroso. No PSD, nunca foi uma figura de protagonismo público constante, mas manteve uma presença dominante nos bastidores da política portuguesa.
Conhecido por ter revelado publicamente a sua luta com a toxicodependência, o que o colocou entre os primeiros a assumir esse facto, o político manteve-se ativo no debate interno do partido. Ajudou a moldar posições, mantendo apoio a várias lideranças em momentos-chave.
Morais Sarmento também apoiou, ao longo dos anos, candidaturas relevantes dentro do PSD, incluindo Ferreira Leite e, mais tarde, Rui Rio. Em 2015, em entrevista ao Observador, afirmou que não se iria auto-excluir da possível sucessão a Passos Coelho se tal fosse útil para o partido, admitindo ter sido desafiado a candidatar-se.
O legado do político assenta na combinação de gestão estratégica, lealdade institucional e uma visão de longo prazo para o PSD. O impacto da sua atuação permanece refletido na forma como o partido encara alianças, coalizões e a renovação interna.
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