- A Direção-Geral da Saúde publicou uma nova norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial em adultos, visando reduzir o risco cardiovascular e a morbilidade associada.
- O documento prevê rastreio e diagnóstico com medição da pressão arterial em contexto clínico, complemento por auto-medida domiciliária ou monitorização ambulatória, classificação da pressão arterial e identificação de emergências.
- Inclui avaliação inicial com estratificação do risco global, pesquisa de lesão de órgão-alvo e causas secundárias quando indicado, combinando tratamento baseado em estilos de vida, terapêutica farmacológica, seguimento e referenciação.
- A avaliação de pressão arterial deve ocorrer, no mínimo, de três em três anos em adultos com menos de quarenta anos e anualmente em quem tem quarenta ou mais.
- A norma recomenda uma abordagem multidisciplinar e aponta que, na Europa, hipertensão afeta entre trinta e cinco a quarenta por cento da população; em Portugal, a prevalência é estimada em 42,6 por cento, com menos da metade dos doentes medicados e apenas 11,2 por cento controlados.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma nova norma que define a abordagem de diagnóstico e terapêutica da hipertensão arterial em adultos, com o objetivo de reduzir o risco cardiovascular e a morbilidade associada. A norma foi divulgada na quinta-feira no site da DGS.
A documentação reforça critérios de diagnóstico, a classificação da pressão arterial e as estratégias de tratamento, excluindo grávidas e casos de hipertensão secundária. Aborda rastreio, diagnóstico e forma de monitorização.
A norma descreve o rastreio pela medição em contexto clínico, complementada por auto-medição domiciliária ou monitorização ambulatória, bem como a classificação da pressão arterial e a identificação de emergências.
Inclui avaliação inicial com estratificação do risco, pesquisa de lesão de órgão-alvo e causas secundárias quando indicado, integrando tratamento baseado em estilos de vida, terapêutica farmacológica, seguimento e referenciação.
A recomendação indica avaliação da pressão arterial a cada 3 anos em adultos com menos de 40 anos e anualmente em quem tem 40 ou mais, em situações oportunas.
Sugere uma abordagem multidisciplinar para orientar pessoas com pressão arterial elevada e hipertensão, com visão mais abrangente e controlo mais efetivo da doença.
A norma resulta de uma proposta conjunta entre o Departamento da Qualidade na Saúde e o Programa Nacional para as Doenças Cerebrocardiovasculares, segundo a DGS.
Na Europa, a hipertensão afeta entre 35% e 40% da população, e em Portugal a prevalência em adultos é estimada em 42,6%, de acordo com dados nacionais.
Dos doentes com hipertensão, menos da metade utiliza fármacos anti-hipertensores e apenas 11,2% está com controlo adequado, segundo dados do SNS 24.
A hipertensão pode danificar precocemente os vasos sanguíneos e órgãos como cérebro, rins e coração, com sintomas que incluem dores de cabeça, tonturas e falta de ar.
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