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APAV apoiou 50 mil mulheres nos quatro anos, maioria por violência doméstica

APAV apoiou 50.495 mulheres nos últimos quatro anos, a maioria por violência doméstica, com aumento de 22,8% e maior número entre 18 e 64 anos

Os dados da APAV indicam que mais de metade das mulheres sofreram vitimação continuada
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  • A APAV ajudou 50.495 mulheres entre 2022 e 2025, registando um aumento global de 22,8%, sendo a maioria por violência doméstica.
  • No período, foram identificados 97.149 crimes contra mulheres, com 81,1% a correspondem a violência doméstica.
  • Em média, cada mulher apoiada foi vítima de dois crimes.
  • Na distribuição por idade, 61,8% são adultas entre 18 e 64 anos; 15,3% têm até 17 anos (crescimento de 47,2%); 10,5% têm 65 ou mais.
  • Em termos de nacionalidade, 74% são portuguesas e 8.587 estrangeiras (17%), com aumento de 58,6%; os distritos com mais vítimas foram Lisboa, Faro, Porto, Braga e Setúbal; entre as vítimas, 51.769 agressoras foram identificadas (71,2% homens), com mais da metade mantendo relação de intimidade; 54,7% apresentaram queixa, 33,9% não o fizeram.

A APAV revelou hoje dados sobre o apoio prestado nos últimos quatro anos, relativos a 2022 a 2025. Ao todo, foram apoiadas 50.495 mulheres, registando-se um aumento de 22,8% face ao período anterior. A maioria das situações prende-se com violência doméstica.

Entre 2022 e 2025, a instituição teve conhecimento de 97.149 crimes e formas de violência contra mulheres, o que representa um crescimento de 21,7%. Em média, cada mulher apoiada foi vítima de dois crimes simultâneos.

Apoio por género e idade mostra que 61,8% das vítimas são adultas entre os 18 e os 64 anos, e crianças e jovens até aos 17 anos representam 15,3% (com aumento de 47,2%). Pessoas com 65 ou mais anos correspondem a 10,5%.

Perfil demográfico e regional

No aspeto da nacionalidade, 74% das vítimas são portuguesas, enquanto 17% (8587 mulheres) são estrangeiras, número que aumentou 58,6% durante o período analisado. A maior concentração de apoio ocorreu nos distritos de Lisboa, Faro, Porto, Braga e Setúbal.

Entre 2022 e 2025, a APAV identificou 51.769 agressoras, registando um aumento de 28%, com a maioria do sexo masculino (71,2%). Em quase metade dos casos, os agressores mantinham relação de intimidade com a vítima. Mais de metade das mulheres sofreu vitimação continuada.

Desfecho e procuras de ajuda

Quanto a denúncia, 54,7% das vítimas apresentaram queixa ou denúncia às autoridades, enquanto 33,9% não o fizeram. Estes números evidenciam a procura de apoio ao longo do tempo, mesmo sem recurso a denúncia formal em alguns casos.

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