- O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, disse que o grau de tolerância para a má conduta policial é zero e que a PSP não esconde casos de violência, como o da esquadra do Rato, em Lisboa.
- Carrilho, em Bragança, afirmou que todas as alegações devem ser investigadas e processadas no sistema de justiça, em estado de direito democrático.
- O responsável da PSP salientou que a presunção de inocência também se aplica aos polícias, que são inocentes até prova em contrário.
- Na quarta-feira, foram detidos sete agentes da PSP suspeitos de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder na esquadra do Rato; já ocorreu um segundo inquérito no DIAP de Lisboa.
- Os sete agentes juntam-se a dois polícias já detidos em julho do ano passado; o Ministério Público descreve abusos visando toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros, com filmagens partilhadas em grupos de WhatsApp.
O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, afirmou que o grau de tolerância para a má conduta policial é zero. As declarações foram feitas em Bragança, onde decorreram as comemorações do 150º aniversário do Comando Distrital da PSP.
Carrilho garantiu que a PSP não esconde casos de violência policial como o ocorrido na esquadra do Rato, em Lisboa. Em Estado de direito, sublinhou, ninguém está acima da lei, e todas as alegações devem ser investigadas pelo sistema de justiça.
O responsável explicou que as investigações são faseadas pela PSP com participação do Ministério Público, e que a justiça será feita em cooperação com as autoridades judiciárias. A presunção de inocência aplica-se aos agentes, durante o processo.
Afirmou ainda que estes casos são exceções e manifestou o desejo de que tais episódios não existam na polícia. Afirmou orgulho na missão da PSP e no trabalho para manter Portugal entre os países mais seguros.
Caso Esquadra do Rato: detenções e investigações
Na quarta-feira, sete agentes da PSP foram detidos por alegadas práticas de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder na Esquadra do Rato. Foram ainda realizadas nove buscas domiciliárias e sete não domiciliárias a esquadras.
Os detenidos integram-se a dois polícias que estavam em prisão preventiva desde julho do ano passado, já acusados de crimes de tortura, abuso de poder e violação contra toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros.
Relatos indicam agressões com socos, chapadas e coronhadas, com algumas vítimas filmadas. Os casos envolveram sobretudo indivíduos em situação de vulnerabilidade, com várias vítimas estrangeiras ou sem-abrigo. As investigações prosseguem no DIAP de Lisboa.
A investigação decorre com a participação da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que já abriu três processos disciplinares relacionados com o caso. O inquérito está a decorrer em colaboração com a PSP.
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