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Casa de Azad é bombardeada; cidade é descrita como Gaza

Casa de Bijar destruída num bombardeamento; Azad acusa EUA e Israel de terrorismo e diz que a guerra não beneficia o povo iraniano, Bijar parece Gaza

Bijar fica no Curdistão iraniano, no Noroeste do país
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  • Azad Mohammadpanah, iraniana que vive no Porto, contou que a casa da família em Bijar foi destruída num bombardeamento durante a madrugada; os pais sobreviveram ilesos por estarem num quarto dos fundos.
  • A atacante teria visado uma escola que fica em frente à casa, segundo a testemunha, que acredita que a escola não era alvo militar e não aceita explicações dadas.
  • Desde o início dos ataques aéreos, no fim de semana, a investigadora viu bombardeamentos maciços em zonas residenciais, hospitais e centros clínicos, chamando as ações de terrorismo.
  • Segundo o Rudaw, foram atacados 24 locais no Curdistão iraniano nos primeiros três dias de guerra, com pelo menos 45 mortos; Bijar e arredores também terão sido atingidos.
  • Azad, que tem raízes judaicas, disse sentir-se obrigada a ser “a voz” do povo iraniano, que não se revê na guerra, apesar de o regime ser odiado.

A casa da família de Azad Mohammadpanah, iraniana que vive no Porto há cerca de cinco anos, foi destruída num bombardeamento em Bijar, no Curdistão iraniano. O ocorrido ocorreu na segunda-feira, durante uma campanha de ataques aéreos.

Azad recorda que a residência ficou reduzida a escombros. Os pais estavam lá, de madrugada, mas escaparam ilesos por dormirem num quarto dos fundos. A família mudou-se para Bijar após bombardeamentos anteriores.

Ela acredita que o alvo era uma escola em frente à casa, que ficou também devastada. A escola básica é mencionada como provável alvo, não havendo explicação aceitável para a destruição.

Contexto dos ataques

Segundo o Rudaw, jornal curdo, 24 locais no Curdistão iraniano foram atingidos nos primeiros três dias de guerra, com pelo menos 45 mortos. Diversas instalações, em Bijar e arredores, teriam sido atingidas, sem confirmação de alvos específicos.

Azad descreve a cidade como uma área com uma pequena comunidade judaica e afirma sentir-se chocada por estar a ser bombardeada. Diz que, independentemente do regime iraniano, o que está a acontecer é terrorismo contra o povo.

Estabeleceu-se ainda que, desde o início da campanha de ataques aéreos, tem assistido a bombardeamentos de zonas residenciais, hospitais e centros clínicos. Afirma que não há forma de justificar a violência.

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