- O ex-dirigente do PCP Vítor Dias morreu aos 80 anos na quarta-feira, confirmando o PCP à Lusa.
- Foi membro da comissão política do partido durante a liderança de Carlos Carvalhas.
- Nasceu a 13 de setembro de 1945, em Vila Franca de Xira, e filiouse ao PCP em 1973.
- Foi dirigente da área de informação e porta-voz do PCP na era de Álvaro Cunhal, entrando no Comité Central em 1979 e deixando-o em 2004.
- Mantinha colaboração como colunista em vários jornais e escrevia no blogue “O Tempo das Cerejas” até agosto de 2025.
O ex-dirigente comunista Vítor Dias morreu aos 80 anos, confirmou o PCP à Lusa. A notícia foi comunicada pelo Secretariado do Comité Central, que descreve o falecimento como um momento de pesar e recorda a atuação do antigo dirigente no partido.
A nota oficial recorda a intervenção de Vítor Dias na atividade do PCP, com destaque para funções relevantes que desempenhou ao longo da sua carreira no partido. O PCP enfatiza as responsabilidades que assumiu ao longo das décadas.
Vítor Manuel Caetano Dias nasceu em Vila Franca de Xira, em 13 de setembro de 1945. Filiou-se ao PCP em 1973, após já ter integrado a associação de estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, e ter sido candidato pelas listas oposicionistas da CDE em 1969.
No dia 25 de abril de 1974, durante o golpe militar, Vítor Dias encontrava-se preso. Só saiu de Caxias dois dias depois, em 27 de abril, conforme o registo histórico do período.
Biografia e carreira
Funcionário do PCP desde 1976, entrou para o Comité Central no congresso de 1979 e foi porta-voz do partido durante a liderança de Álvaro Cunhal, com funções na área de comunicação. Subiu à comissão política em 1990, após a escolha de Carlos Carvalhas para secretário-geral adjunto. Saiu do Comité Central em 2004.
Vítor Dias manteve a atuação pública como colunista em vários meios de comunicação e, até agosto de 2025, escreveu no blogue O Tempo das Cerejas, onde manteve atividade regular.
Nas suas últimas publicações, apoiou a candidatura presidencial de António Filipe, criticou o estilo de oposição de José Luís Carneiro à frente do PS e partilhou a canção Snow Blind, de Sarah L King.
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