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Morte de Quentin, 23, divide ainda mais os extremistas franceses

Morte de Quentin Deranque aumenta a tensão entre extremas em França, com investigação de homicídio em curso e impacto nas campanhas em Lyon

"Antifas assassinos, justiça por Quentin", lê-se na faixa mostrada num protesto em Paris
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  • Quentin Deranque, 23 anos, simpatizante da extrema-direita, morreu após agressão durante confrontos entre militantes de direita e esquerda em Lyon, à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan da França Insubmissa.
  • A agressão ocorreu por volta das dezoito horas, envolvendo cerca de vinte indivíduos mascarados; a vítima foi pontapeada e esmurrada por pelo menos seis, com danos graves no crânio segundo a autópsia.
  • O Ministério Público de Lyon abriu investigação por homicídio e já reuniu diversos depoimentos relevantes.
  • A família de Quentin diz que ele não era membro de segurança de qualquer grupo e defendia as suas convicções de forma não violenta; amigos apontam que retomou a fé católica e participava em políticas nacionalistas.
  • O caso aumentou a tensão política em França, interrompendo campanhas em Lyon; a França Insubmissa acusa milícias Antifa, enquanto várias figuras públicas apelam à calma e à responsabilização.

Quentin Deranque, simpatizante da extrema-direita francesa e nacionalista de 23 anos, morreu após agressões ocorridas em confrontos entre militantes de extremos opostos durante uma manifestação junto do Instituto de Estudos Políticos, em Lyon. O ataque ocorreu na quinta-feira, à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan, da França Insubmissa, gerando uma crise política no país.

O Ministério Público de Lyon abriu uma investigação por homicídio e já recolheu vários depoimentos relevantes. O procurador Thierry Dran afirmou que Quentin foi pontapeado e esmurrado por pelo menos seis indivíduos com máscaras, em meia dúzia de minutos de violência. A luta iniciou-se quando mulheres do colectivo Némésis tentaram segurar uma faixa contra islamismo nas universidades, e várias pessoas atacaram.

Segundo depoimentos das vítimas, duas jovens foram agredidas durante o incidente, e uma delas foi supostamente estrangulada. A agressão ocorreu por volta das 18h, segundo o procurador. Um amigo de Quentin encontrou-o consciente a seguir, mas a condição deteriorou-se até o hospital, onde faleceu neste sábado.

Investigação e relatos

A polícia ainda não identificou nem localizou os supostos autores do ataque. O caso aumenta a tensão política em França, com campanhas interrompidas em Lyon, onde decorrem eleições autárquicas em breve. O grupo Némésis acusa uma milícia Antifa pela responsabilidade, mas sem confirmação oficial.

Reacções oficiais e sociais

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, associou a violência a discursos políticos de esquerda, pedindo cautela na retórica pública. O Presidente Emmanuel Macron pediu tranquilidade e afirmou que nenhuma causa justifica homicídio. Rima Hassan condenou a violência e solicitou apuração, distanciando-se de qualquer ligação com conflitos.

A morte motivou uma onda de ataques a escritórios de partidos de oposição em várias cidades. Líderes da França Insubmissa, como Jean-Luc Mélenchon, afirmaram que a violência não pode ser tolerada e mencionaram a repercussão da tragédia. Em Paris, dezenas de pessoas convocaram protestos pela justiça para Quentin.

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