- O Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT) suspendeu as primeiras consultas de profilaxia pré-exposição (PrEP) por falta de verbas nas unidades locais de saúde (ULS).
- A dispensa da PrEP foi alargada aos cuidados de saúde primários e a organizações de base comunitária em 2023, mas o financiamento nunca foi implementado.
- Os protocols entre organizações privadas e as ULS nunca foram formalizados.
- A extinção das Administrações Regionais de Saúde atrasou o processo.
- Existem 700 pessoas em lista de espera para iniciar o processo no GAT.
O Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT) suspendeu as primeiras consultas de profilaxia pré-exposição (PrEP), usadas para prevenir a infeção VIH. A decisão surge por falta de financiamento por parte das unidades locais de saúde (ULS). A medida afecta o acesso à PrEP para quem recorre a estas consultas.
A suspensão foi marcada após o alargamento da dispensa da PrEP aos cuidados de saúde primários e às organizações de base comunitária, em 2023. O GAT acusa que os protocolos entre as organizações e as ULS nunca foram formalizados, evidenciando um desencontro entre promessas e execução.
A organização indica que existem cerca de 700 pessoas em lista de espera para iniciar o processo no GAT. A extinção das Administrações Regionais de Saúde também é apontada como fator que atrasou a implementação dos apoios financeiros necessários.
Contexto financeiro e operacional
O financiamento para a PrEP, previsto pela ampliação de acesso, nunca foi efetivado. As autoridades competentes não teriam formalizado os acordos necessários para sustentar as consultas e os medicamentos.
Impactos na população e próximos passos
A suspensão impede o início de tratamento preventivo, com potenciais impactos na redução de infeções por VIH entre grupos com maior necessidade de acesso. O GAT afirmou manter posição de aguardar a recuperação do financiamento e a reativação das consultas.
Entre na conversa da comunidade