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Seia recusa sacrifício e pede solidariedade nacional na Barragem de Girabolhos

Seia rejeita abordagem centralista na Barragem de Girabolhos e exije diálogo, compromissos vinculativos do Estado e melhoria da tarifa de água e acessibilidades rodoviárias

Seia recusa ser sacrificada e exige solidariedade nacional no processo da Barragem de Girabolhos
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  • A Câmara Municipal de Seia manifesta solidariedade com as populações afetadas pelas cheias do Mondego, mas rejeita o anúncio do concurso para a Barragem de Girabolhos por não ter ocorrido contacto prévio com os municípios diretamente atingidos.
  • O presidente da Câmara, Luciano Ribeiro, acusa uma visão centralista e afirma que o interior continua a ser chamado a pagar o preço sem ouvir os seus representantes e as populações.
  • Seia exige compromissos claros do Estado, designadamente a correção imediata do tarifário da água cobrado em alta e a concretização de acessibilidades rodoviárias há décadas prometidas (IC 6, IC 7, IC 37, IC 12).
  • A autarquia reclama diálogo político sério e pediu audiência urgente à ministra do Ambiente e Energia.
  • A barragem ficará no alto Mondego, abrangendo Seia e Fornos de Algodres (distrito da Guarda) e Nelas e Mangualde (distrito de Viseu), com concurso público previsto até ao final de março pela Agência Portuguesa do Ambiente e incluindo modelo de compensação pelo serviço público.

A Câmara Municipal de Seia expressou solidariedade com as populações afetadas pelas cheias do Mondego, mas rejeita a forma como o Governo anunciou o concurso da Barragem de Girabolhos, sem contacto prévio com os municípios diretamente atingidos. A posição foi comunicada pela autarquia.

Para o Presidente Luciano Ribeiro, a decisão revela uma visão centralista que trata o interior como território descartável, pago apenas pelas opções de Lisboa, sem ouvir os representantes eleitos e as populações que vivem há décadas com a ameaça do projeto.

A autarquia adianta que a solidariedade imposta ao território precisa de compromissos vinculativos do Estado, incluindo a correção imediata do tarifário da água e a concretização de acessibilidades rodoviárias há muito prometidas (IC6, IC7, IC37, IC12).

Contexto

Seia afirma que as soluções de uns não devem gerar sacrifícios para outros, exigindo diálogo político sério, transparência nas decisões e justiça territorial. A autarquia já solicitou audiência urgente à Ministra do Ambiente e Energia.

Segundo a ministra Maria da Graça Carvalho, o Governo pretende lançar o concurso público para a barragem de Girabolhos até ao final de março. O objetivo é reforçar a resiliência do Mondego face às alterações climáticas, com definição de um modelo de compensação pelo serviço público.

A infraestrutura ficará no alto Mondego, abrangendo os concelhos de Seia e Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, e de Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu. A Autarquia afirma que o investimento é essencial para o desenvolvimento regional.

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