- A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que espera que o Prémio Nobel da Paz seja atribuído a Donald Trump, se ele conseguir estabelecer uma paz justa e duradoura na Ucrânia.
- Meloni fez as declarações aos jornalistas numa conferência de imprensa, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.
- A posição surge após Trump ter assinado, em Davos, a carta de criação do Conselho da Paz, que passou a ser uma organização internacional oficial.
- Trump disse que o Conselho da Paz se vai focar inicialmente em Gaza e, depois, atuar globalmente, pretendendo trabalhar com várias nações e com as Nações Unidas.
- Diversos aliados europeus rejeitaram a participação, com apenas alguns países e entidades a aderirem; o logótipo da organização privilegia a América do Norte e partes da América do Sul.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou que Donald Trump deveria receber o Prémio Nobel da Paz se contribuir para uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Meloni fez o comentário durante uma conferência de imprensa, ao lado do chanceler alemão, em viagem conjunta.
A líder italiana disse esperar que, no futuro, o Prémio Nobel da Paz seja atribuído ao ex-presidente dos EUA, desde que ele demonstre impacto positivo na conclusão de uma paz duradoura na Ucrânia. A declaração foi feita na íntegra durante o evento com o chanceler alemão Friedrich Merz.
As declarações surgem num contexto de anúncios promovidos por Trump, que assinou uma carta de criação de um Conselho da Paz, em Davos, Suíça, na última quinta-feira. O documento foi apresentado numa cerimónia com presença de líderes convidados pela Casa Branca.
Conselho da Paz: início de atividades
A Casa Branca informou que a carta de criação entrou em vigor e que o Conselho da Paz passa a ser uma organização internacional oficial. Cerca de 35 dos 50 chefes de Estado convidados teriam confirmado a participação no projeto, segundo a comunicação oficial.
Trump indicou que o Conselho da Paz irá inicialmente centrar-se na situação em Gaza, com planos de expandir a atuação para outras regiões conforme o sucesso, segundo declarações do próprio. O ex-presidente também defendeu uma cooperação com as Nações Unidas, ainda que critique a ONU por não ter atendido às expectativas no passado.
A estrutura do Conselho da Paz tem gerado receios entre alguns aliados dos EUA. Países como França, Noruega, Eslovénia e Suécia recusaram participação inicial, enquanto outros ainda não responderam aos convites. Entre os que aderiram ou manifestaram interesse histórico estão Hungria, Argentina e diversos Estados de África, Ásia e Médio Oriente.
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