- O secretariado nacional da UGT aprovou por unanimidade a convocatória para greve geral de 11 de Dezembro, em resposta ao pacote laboral de Julho do Governo.
- A decisão será apresentada ao conselho geral da central, que se reúne na sede, em Lisboa.
- A greve pode ser desconvocada se o Governo reabrir o processo negocial e incorporar propostas da UGT.
- No sábado, 8 de Novembro, foi anunciada convergência com a CGTP para uma greve geral.
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou a greve incompreensível e a ministra do Trabalho, Rosário Ramalho, disse que o processo negocial segue em curso.
O secretariado nacional da UGT aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, a convocatória para uma greve geral marcada para 11 de dezembro. A decisão será submetida ao conselho geral, reunido na sede da central sindical, em Lisboa. A greve é uma resposta ao pacote laboral apresentado pelo Governo em julho, visto pela UGT como uma reconfiguração favorável aos patrões.
A central sustenta que as medidas do pacote configuram uma reforma laboral prejudicial aos trabalhadores e não integram propostas da UGT. O secretário-geral, Mário Mourão, indicou que a greve pode ser desconvocada se o Governo reabrir o processo negocial e incorporar propostas da UGT. Já no sábado, 8 de novembro, Mourão anunciou convergência com a CGTP para a greve.
Convergência com CGTP e posição pública
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, criticou a greve, apelando à responsabilidade das centrais sindicais. A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, afirmou que o processo negocial ainda decorre na concertação social e qualificou a greve como extemporânea. A UGT mantém o objetivo de alterar o conteúdo do projeto que chegou à Assembleia da República.
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