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Família com crianças desalojada no bairro de Odivelas

Quinta-feira desalojaram-se dois adultos e cinco menores no Bairro da Urmeira, Odivelas; sem solução de habitação, enfrentam chuva e recusas de acolhimento familiar.

Família com crianças desalojada no bairro de Odivelas
  • Nesta quinta-feira, dois adultos e cinco crianças foram desalojados no Bairro da Urmeira, em Odivelas, distrito de Lisboa, sem solução de habitação à vista.
  • O despejo contou com a presença de agentes de execução, PSP e um representante do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), repetindo o padrão de terça-feira anterior, em que oito pessoas ficaram sem casa.
  • Segundo o Vida Justa, as famílias não têm alternativa de habitação e a situação permanece incerta, com tentativas de acolhimento familiar já em curso e atendimento da Câmara recusado em alguns casos.
  • A Câmara de Odivelas afirmou acompanhar o caso para assegurar alojamento de emergência e procurar solução habitacional compatível com o agregado.
  • O IHRU explica que a demolição do prédio está prevista há anos devido a riscos estruturais e à localização em Zona Ameaçada pelas Cheias, no âmbito de ocupações ilegais e ações judiciais.

Na Urmeira, Bairro da Urmeira, em Odivelas, o despejo de famílias ocupantes foi novamente alvo de atuação das autoridades nesta quinta-feira. Dois adultos e cinco crianças foram desalojados, sem solução de habitação anunciada, alegando ocupação ilegal e risco de intrusão. A operação contou com agentes da PSP, do IHRU e com a presença de moradores, sob chuva intensa.

O IHRU indicou que o edifício integra um conjunto objeto de demolição prevista, com ações instruídas por sentenças do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte Loures. As autoridades responsáveis declararam que as ocupações violam direitos de propriedade e enquadram-se no crime de introdução em local vedado. A Câmara de Odivelas acompanha a situação para assegurar alojamento de emergência, sem contudo confirmar uma solução de longo prazo.

Carlos Kangoma, do movimento Vida Justa, afirmou à Lusa que, tal como na terça-feira, a intervenção envolveu troca de fechaduras e houve tentativa de encontrar solução familiar, sem sucesso até ao momento. A moradora tentou obter resposta na Câmara de Odivelas, sem atendimento imediato. O movimento planeia medidas para evitar sem-teto, especialmente devido às condições meteorológicas.

Despejos e respostas oficiais

Segundo o IHRU, as notificações legais foram cumpridas, com a entrega das habitações ao instituto em conformidade com as decisões judiciais. A entidade reiterou que o objetivo é a desocupação integral das unidades antes da demolição programada, devido a riscos estruturais e à localização em zona vulnerável a cheias.

Alojamento e medidas de apoio

Casos anteriores já tinham resultado em soluções provisórias para algumas famílias. O IHRU afirmou ter pedido apoio de entidades assistenciais para prestar todo o suporte necessário aos ocupantes ou aos agregados, incluindo eventual acolhimento de emergência. A Câmara Municipal de Odivelas comprometeu-se a acompanhar a situação e a procurar soluções habitacionais compatíveis com as necessidades dos agregados.

Situação em evolução

A operação de hoje reforça o padrão de desalojos acompanhados de debates sobre habitação, com foco nas famílias mais vulneráveis. Não houve confirmação de soluções definitivas, e permanece incerta a situação de acolhimento para as oito pessoas desalojadas na terça-feira, que também tinham ficado sem teto após a intervenção. A Lusa contactou o IHRU e a Câmara de Odivelas para novos esclarecimentos.

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