- O Serviço Penitenciário georgiano informou que Saakashvili continuará preso sob regras gerais, com o estado de saúde considerado satisfatório.
- A decisão de regressar à prisão baseia-se num relatório médico; não há necessidade de hospitalização desde 12 de maio de 2022.
- O ex-presidente, de 58 anos, cumpre uma pena de 13 anos de prisão por corrupção, abuso de poder e travessia ilegal de fronteira.
- Foi aberto recentemente um novo processo penal contra ele por incitamento a golpe de Estado e tentativa de mudança violenta de poder.
- A oposição na Geórgia exige novas eleições parlamentares e a libertação de detidos, num contexto de protestos ligados à posição do governo sobre a adesão à União Europeia.
O Serviço Penitenciário da Geórgia informou que Mikhail Saakashvili continuará cumprindo a pena de 13 anos de prisão sob regras gerais. O estado de saúde do ex-presidente é considerado satisfatório, não havendo necessidade de hospitalização. A decisão baseia-se num relatório médico que o acompanhava desde a sua reentrada na prisão.
Saakashvili, de 58 anos, está preso por corrupção, abuso de poder e entrada clandestina no país. Ao ser detido, em outubro de 2021, entrou em greve de fome e foi transferido para um hospital da penitenciária; em maio de 2022 foi transferido para uma clínica privada em Tbilisi, onde permaneceu até agora.
Novo processo penal
Nos últimos dias, a justiça georgiana abriu uma nova ação penal contra Saakashvili, já acusado de incitamento a um golpe de Estado e de tentativa de mudança violenta de poder. A decisão ocorre num contexto de fortes tensões políticas no país, com a oposição a exigir novas eleições parlamentares e a libertação de detidos nos protestos contra o governo.
Contexto político
A oposição georgiana tem pressionado o governo a convocar eleições antecipadas e a libertar manifestantes detidos em protests após decisões do governo sobre negociações de adesão da Geórgia à União Europeia. A situação mantém-se estável do ponto de vista judicial, com as autoridades a reiterarem a continuidade de Saakashvili na prisão.
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