- Hernán Gil Flores esteve oito dias soterrado no estacionamento de um centro comercial em Catia La Mar, na Venezuela, após os sismos de fim de junho.
- Foi resgatado com vida após mais de cento e noventa horas e, ao ouvir alguém a falar português, gritou por Cristiano Ronaldo.
- Ronaldo assinou manualmente uma camisola da Seleção Nacional e enviou-a ao venezuelano, apesar de estar focado no Mundial de 2026.
- A camisola foi entregue, este sábado, ao paciente pelo Comandante da Força Operacional Conjunta Portuguesa e pelo Embaixador de Portugal na Venezuela, acompanhados por médicos.
- Nas operações estiveram envolvidos especialistas do Chile, Costa Rica, Venezuela e Estados Unidos; a equipa portuguesa foi a primeira a localizar e alimentar Hernán Gil durante o resgate.
Hernán Gil Flores ficou soterrado oito dias na Venezuela, após os sismos de 24 de junho. O resgate ocorreu no estacionamento de um centro comercial em Catia La Mar, onde trabalhava como segurança. A guarita de cimento resistiu ao abalo e ao desmoronamento.
Equipes de Portugal estiveram envolvidas no resgate, com participação de especialistas do Chile, Costa Rica, Venezuela e Estados Unidos. Durante mais de quatro dias, a equipa portuguesa foi a primeira a localizar a posição de Hernán e a manter contacto, alimentando-o à distância.
O venezuelano pediu por Cristiano Ronaldo assim que ouviu falar em português. Ronaldo, focado no Mundial 2026, enviou-lhe uma camisola da Seleção Nacional, assinada à mão, que chegou ao hospital.
Detalhes do reforço humano
No dia 4 de julho, o Comandante da Força Operacional Conjunta Portuguesa, Hugo Santos, e o Embaixador de Portugal na Venezuela, Frederico Silva, visitaram Hernán no hospital para lhe entregar a camisola com o número sete.
A mensagem partiu de Portugal através das autoridades diplomáticas, reforçando a cooperação internacional na operação de resgate. A notícia foi comunicada pela Embaixada de Portugal em Caracas, sem divulgação de outros dados não oficiais.
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