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Helsínquia completa um ano sem mortes nas ruas e vira referência mundial

Helsínquia registra um ano consecutivo sem mortes na estrada, resultado de planeamento urbano, limites reduzidos e infraestruturas para peões e ciclistas

Finlândia: Helsínquia faz um ano sem mortos nas ruas e torna-se referência mundial
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  • Helsínquia registou doze meses consecutivos sem mortes nas estradas entre 2024 e 2025, com mais nove meses até agora sem fatalities, segundo dados locais.
  • Em Paris, no período semelhante, morreram 31 pessoas na via pública, destacando a diferença de segurança entre as cidades.
  • A cidade investiu fortemente em infraestruturas para peões e ciclistas, reduzindo limites de velocidade, estreitando faixas e instalando radares; o transporte público também contribui para menos viagens de automóvel.
  • Nos últimos dois décadas foram criadas infraestruturas como túneis centrais e pontes dedicadas a peões e ciclistas; em 2023 Helsínquia investiu cerca de 35 milhões de euros nestas melhorias, representando 13% do orçamento total de transportes.
  • A cidade planeia proibir circulação de automóveis particulares nas ruas mais movimentadas ao redor da estação central a partir de 2030, enquanto a estratégia Vision Zero da União Europeia aponta para zero mortes até 2050.

Helsínquia alcançou um marco raro: um ano inteiro sem mortes nas estradas. Entre 2024 e 2025, a área metropolitana de 1,4 milhões de habitantes registou 12 meses consecutivos sem óbitos rodoviários. O feito surge num contexto de melhoria contínua da segurança viária.

O planeamento urbano tem sido central, mas não é o único fator. A cidade também aposta em comportamentos mais seguros, veículos mais seguros e fiscalização mais eficiente. Limites de velocidade reduzidos, infraestruturas para peões e ciclistas, faixas estreitadas e radares são parte das medidas.

O que tornou possível a redução

A cidade investiu fortemente em infraestruturas nos últimos 20 anos, incluindo túneis centrais e pontes dedicadas a peões e ciclistas. Ao longo de 2023, Helsínquia investiu cerca de 35 milhões de euros neste setor, representando 13% do orçamento total de transportes.

Especialistas destacam a melhoria na percepção de segurança e o papel do transporte público. Além disso, a vigilância automática reforçou a fiscalização com 70 radares de velocidade ativos, apoiados por campanhas de comunicação nas redes sociais que aumentaram a visibilidade das medidas.

Olhar para o futuro

A administração municipal prevê avançar com a proibição de circulação de automóveis particulares nas ruas mais movimentadas ao redor da estação central a partir de 2030. A aceitação pública é apontada como o principal desafio a enfrentar.

Desde há duas décadas, a cidade utiliza a velocidade máxima de 30 km/h em grande parte dos espaços urbanos, acompanhada por uma política de tolerância zero a abusos de velocidade e de perícia. As autoridades destacam o papel das campanhas de sensibilização na alteração de comportamentos.

Contexto europeu

A estratégia Vision Zero da União Europeia orienta muitos municípios na direção de reduzir mortes e ferimentos graves até 2050. Em Helsínquia, o objetivo de zero óbitos já se tornou uma referência prática, com lições para outras capitais da UE, especialmente na redução de velocidades e na integração entre infraestruturas e fiscalização.

O balanço aponta para uma transformação integrada: infraestrutura, comportamento, fiscalização e comunicação. Com isso, Helsínquia pretende manter o nível de segurança e servir de modelo para outras cidades em busca de metas similares.

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