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Fim da janela de 72 horas na Venezuela eleva mortos para quase 1,5 mil

Terminou a janela crítica de salvamento na Venezuela com balanço de quase mil e quinhentos mortos e centenas de edifícios desabados, enquanto resgates continuam

Equipas de resgate procuram entre os escombros de um edifício que ruiu quando sismos atingiram La Guaira, em 28 de junho de 2026
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  • O balanço dos terramotos na Venezuela aproxima-se de 1.500 mortos, com quase 200 edifícios desabados.
  • 53 portuguesos e lusodescendentes morreram, há 83 desaparecidos entre a comunidade.
  • Houve resgates com vida, incluindo pai e filho encontrados sob escombros em Caraballeda; dezenas de pessoas permanecem dadas como desaparecidas.
  • Cerca de 774 edifícios ficaram gravemente danificados, 189 desabaram na noite de quarta-feira, numa sequência de sismos de magnitude 7,2 e 7,5.
  • Observa-se uma intensificação da ajuda internacional: 24 países enviaram 521 toneladas de abastecimentos, 86 equipas com cães e mais de 2.700 operacionais de busca e salvamento; a IOM antecipa até 6,76 milhões de pessoas afetadas.

Equipas de emergência continuam em Caraballeda e noutros pontos da Venezuela à procura de sobreviventes entre os escombros, quase a uma semana do sismo que devastou o país. O balanço já supera 1.450 mortos e quase 200 edifícios colapsaram por completo, segundo informações oficiais.

Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram várias regiões na noite de quarta-feira, provocando danos generalizados. A cidade costeira de La Guaira é uma das zonas mais afetadas, com centenas de estruturas comprometidas e muitos residentes desalojados.

Entre as perdas humanas, 53 portugueses e lusodescendentes estavam entre as vítimas, com 45 adultos e oito crianças registados como falecidos. Há ainda 83 cidadãos da comunidade portuguesa considerados desaparecidos.

Desdobramentos e operações de resgate

No domingo, equipas de resgate francesas e norte‑americanas retiraram com vida um homem e o filho debaixo dos escombros em Caraballeda, oferecendo uma pequena perspetiva de esperança após a tragédia. Helicópteros e navios de vários países ajudam a melhorar a coordenação.

Com o país já mergulhado numa crise económica, autoridades destacam a necessidade de manter as operações de salvamento enquanto aumentam os contributos internacionais. Os EUA reforçam o apoio logístico, incluindo a reabertura de um porto estratégico.

Em Caracas, voluntários continuam a remover blocos de betão de edifícios desmoronados, utilizando ferramentas manuais e cordões de resgate. Em San Bernardino, residentes apelam a maior atuação das autoridades para acudir as vítimas.

Impacto humano e económico

A ONU estima que até 6,76 milhões de pessoas possam necessitar de abrigo, água, saneamento e cuidados de saúde, dadas as perspetivas de dano e deslocação. O total dos danos materiais foi avaliado em cerca de 6,7 mil milhões de dólares, o que corresponde a 6% do PIB.

O governo venezuelano confirmou a grave dimensão da crise, com 774 edifícios danificados gravemente e 189 colapsados. O cenário económico anterior intensifica a pressão sobre famílias já fragilizadas pela instabilidade.

Paralelamente, a comunidade internacional mantém o envio de ajuda: 24 países disponibilizaram recursos, incluindo 521 toneladas de entregas, 86 unidades com cães de resgate e mais de 2.700 profissionais de busca e salvamento. O sossego não apareceu para todos, mas o apoio permanece ativo.

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