- Dois sismos adicionais atingiram a Venezuela na sexta-feira à noite e no sábado ao final da tarde, depois do duplo terramoto de magnitudes 7,2 e 7,5.
- O sismo mais forte registou magnitude 4,8, foi sentido na região de Aragua e, embora não tenha causado danos significativos conhecidos, aumentou o receio entre os desalojados.
- Equipes de resgate trabalham sem parar para localizar sobreviventes entre os destroços; o balanço parcial aponta para pelo menos 1.430 mortos, 3.238 feridos e mais de 50 mil desaparecidos.
- A região costeira de La Guaira mantém-se no centro das operações de resgate, com relatos de sobrevivências comoventes, incluindo um bebé de 18 dias.
- Além de pessoas, equipas de resgate também salvam animais presos debaixo dos escombros, enquanto moradores continuam a escavar à mão na esperança de encontrar familiares.
Na noite de sexta-feira, a Venezuela foi abalada por dois sismos, seguidos de um novo abalo no final da tarde de sábado. Os tremores ocorreram na região costeira de Aragua, causando alarme e dificuldade nas operações de resgate. O país mantém o balanço de mortos e feridos em evolução.
O sismo mais intenso registou magnitude 4,8 e foi sentido ao longo da região de Aragua neste sábado. Embora não haja relatos de danos estruturais significativos, o abalo aumentou a ansiedade entre desalojados e dificultou a busca por sobreviventes.
As autoridades continuam a investigar o que se segue aos tremores, após os dois grandes sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 que tinham ocorrido poucos segundos entre si. O número de mortos aumenta e milhares permanecem desaparecidos ou sem casa.
La Guaira, região costeira, concentra grande parte das operações de resgate, com bombeiros, militares, voluntários e equipas internacionais a trabalhar entre escombros e montanhas de betão. A prioridade é localizar sobreviventes com vida.
Entre as histórias de resiliência, destaca-se a recuperação de um bebé de 18 dias, resgatado com vida debaixo dos escombros e entregue ao pai. Horas depois, a mãe do bebé também foi resgatada com vida.
Graciela Mora, outra sobrevivente, descreveu ter segurado a estrutura de uma porta para escapar, fraturando um dedo. Perdeu uma amiga no desmoronamento, mas manteve a esperança até ser retirada.
Testemunhos de moradores relatam minutos de desespero enquanto aguardavam resgate e rezavam para que as estruturas resistissem. Em paralelo, equipes salvam cães, gatos e outros animais presos nos destroços.
Até ao momento, as autoridades confirmam 1430 mortos, 3238 feridos e mais de 50 mil desaparecidos. O balanço está a ser atualizado à medida que chegam novas informações das zonas afetadas.
Desdobramentos e apoio
Sem cessar, equipes de busca trabalham em várias frentes para localizar sobreviventes, principalmente na região de La Guaira. O governo continua a coordenar operações de socorro junto de organizações nacionais e internacionais.
As assustadoras consequências do sismo mantêm o país em estado de alerta e mobilização. Trabalhadores humanitários destacam a necessidade de abrigos, água potável e atendimento médico para os afetados.
Centenas de famílias permanecem afastadas das suas casas, relocadas em abrigos improvisados. A comunidade internacional já manifestou disponibilidade para apoiar a Venezuela com recursos e assistência técnica.
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