- A Grécia aderiu oficialmente à Pax Silica, iniciativa dos Estados Unidos para IA, energia e segurança das cadeias de abastecimento de semicondutores e minerais críticos; a assinatura ocorreu no Departamento de Estado pelo embaixador grego em Washington, Antonis Alexandridis, e pelo subsecretário de Estado norte-americano, Jacob Helberg.
- A Pax Silica visa cadeias de abastecimento mais seguras e resilientes, com foco em semicondutores e minerais críticos, para reduzir a dependência da China; além da Grécia, aderiram a Comissão Europeia, Alemanha e Países Baixos, entre outros países.
- A participação grega serve para fortalecer a cooperação com os Estados Unidos em segurança económica e nacional, com melhor acesso a minerais críticos e reforço da cibersegurança de infraestruturas nacionais.
- Entre os investimentos previstos estão o centro de dados da DEI em Kozani (com 300 MW na primeira fase) em parceria com um grande grupo tecnológico norte-americano, e o supercomputador DAEDALOS em Lavrio com equipamento Nvidia.
- A primeira cimeira da Pax Silica está marcada para 25 e 26 de junho, em Washington, com a participação de países membros e de empresas ligadas à IA e a tecnologias de ponta.
A Grécia aderiu oficialmente à Pax Silica, iniciativa liderada pelos EUA destinada a reforçar a cooperação em IA, energia e na segurança das cadeias de abastecimento de semicondutores e minerais críticos. A assinatura foi realizada no Departamento de Estado na terça-feira, pelo embaixador grego em Washington, Antonis Alexandridis, e pelo subsecretário de Estado para Crescimento Económico, Energia e Ambiente, Jacob Helberg. O objetivo é tornar cadeias de abastecimento mais seguras e resilientes.
A adesão surge após a assinatura, em novembro, da Declaração de Segurança Económica entre Grécia e EUA, durante a cimeira energética P-Tec. A Grécia passa a fazer parte de um grupo que inclui Japão, Coreia do Sul, Singapura, Austrália, Israel e outros países, com a União Europeia também envolvida. O foco está nos semicondutores, minerais críticos e infraestruturas digitais.
Para Atenas, a participação na Pax Silica fortalece a cooperação com os EUA em segurança económica e nacional. A adesão permite ao país participar no planeamento da resiliência das cadeias de abastecimento e facilitar o acesso a minerais estratégicos para a transição verde e digital. A parceria também visa aumentar a cibersegurança de infraestruturas nacionais através de tecnologia norte-americana avançada.
Investimentos e Infraestruturas
Entre os projetos previstos, destacam-se o centro de dados da DEI em Kozani, com 300 MW na primeira fase, em parceria com uma grande empresa tecnológica norte‑americana, e o supercomputador DAEDALOS em Lavrio, operando com equipamento Nvidia. Estas infraestruturas visam ampliar a capacidade de cálculo para programas de investigação e atrair novos investimentos em alta tecnologia.
A adesão grega pode ainda melhorar o acesso a minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética. Os recursos planeados devem apoiar o avanço de tecnologias de ponta e reforçar a segurança de infraestruturas digitais no país. A Pax Silica está destinada a orientar o planeamento estratégico dos EUA para cadeias de abastecimento mais estáveis.
A primeira cimeira Pax Silica está marcada para 25 e 26 de junho, em Washington, reunindo representantes dos países participantes e de empresas de IA e tecnologias de ponta, para discutir etapas e cooperação futura.
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