- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou suspender as negociações com o Irão caso Teerão imponha portagens no estreito de Ormuz, apesar de ter dito que o Irão garantiu que não o fará.
- O Irão acusou notícias de serem falsas, afirmando que não cobra portagens nem custos de seguro aos navios que passam por Ormuz; Trump disse que, se a informação for falsa, as negociações serão suspensas de imediato.
- Irão e Omã vão criar um grupo de trabalho conjunto para discutir a gestão da navegação no estreito, incluindo custos, com participação de outros países do Golfo e “outras partes relevantes”.
- O primeiro-ministro do Qatar viajou hoje a Omã para preparar conversações entre os países do Golfo, o Iraque e o Irão sobre Ormuz, em contexto de negociações distintas das que envolvem Washington e Teerão; também existem contactos separados na Arábia Saudita.
- O memorando entre EUA e Irão prevê fim de sanções se as negociações avançarem, além de um plano de reconstrução e desenvolvimento com pelo menos 300 mil milhões de dólares; Trump afirmou que não liberou fundos ao Irão e que dinheiro desbloqueado seria usado para aquisições nos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou suspender negociações com o Irão caso Teerão imponha portagens no estreito de Ormuz. Trump mencionou que Teerão garantiu não cobrar tais encargos, mas indicou que, se a informação for falsa, as negociações serão imediatemente suspensas.
Segundo Trump, o Irão disse que não cobra portagens nem custos de seguro aos navios que percorrem Ormuz, apesar de relatos em contrário. O líder norte‑americano afirmou ainda que a veracidade da notícia será verificada pela administração.
O Irão e Omã anunciaram na terça-feira a criação de um grupo de trabalho conjunto para analisar possíveis custos associados à gestão do estreito. O objetivo é chegar a um acordo sobre a futura gestão da passagem marítima.
Desenvolvimento das negociações
As partes pretendem envolver os Estados do Golfo, o Iraque e outras entidades relevantes, debatendo os direitos soberanos do Irã sobre Ormuz. O anúncio ocorreu numa altura de tensões regionais e com pressões internacionais para manter a passagem livre de encargos.
O primeiro-ministro do Qatar visitou Omã para facilitar conversas entre o Irã e os países do Golfo, segundo fontes ligadas à agência AFP. As negociações entre Washington e Teerão devem ocorrer de forma distinta.
Paralelamente, discussões na Arábia Saudita vão abordar uma possível reconciliação entre o Irã e o bloco do Golfo. As autoridades iranianas têm defendido a gestão do estreito por Teerão e Mascate.
Contexto e referências
O memorando de entendimento entre Washington e Teerão prevê a passagem sem custos por 60 dias. Vale notar que o presidente do parlamento iraniano indicou planos de cobrar taxas de utilização posteriormente, mantendo a passagem como prerrogativa de Teerão.
Trump reiterou que não houve libertação de fundos iranianos ou entrega de dinheiro por parte dos EUA, e mencionou planos de usar parte de fundos sob controlo norte‑americano para programas domésticos. O texto enfatiza que o acordo pode condicionar sanções a avanços negociais.
O acordo preliminar também menciona um plano de reconstrução económica do Irão, com um valor estimado de 300 mil milhões de dólares, a ser discutido entre os EUA e parceiros regionais.
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