- A Turquia autorizou uma investigação científica à Formação Durupınar, perto do monte Ararate, para estudar a possível Arca de Noé.
- Um grupo amador afirmou ter obtido as autorizações necessárias para o estudo mais abrangente já feito na área.
- O plano inclui imagem avançada, deteção remota, sondagens não destrutivas e um robô chamado “Gopher” para mapear o subsolo.
- Dados de radar sugerem estruturas angulares e cavidades; análises de solo apontam diferenças químicas, mas sem confirmação por investigadores independentes.
- A comunidade científica mantém ceticismo e não há provas conclusivas de que a formação seja a Arca; os resultados serão divulgados à medida que os dados forem analisados.
A Turquia autorizou uma nova fase de investigação na Formação Durupınar, na região leste do país, onde muitos associam o local à Arca de Noé. O estudo envolve técnica de imagem avançada, deteção remota e sondagens não destrutivas, com a participação de uma equipa amadora que gere as operações.
A equipa informou ter obtido as autorizações das autoridades turcas para este estudo científico de grande Envergadura. O objetivo é determinar se a formação tem semelhanças estruturais com o navio descrito nos relatos bíblicos e se poderá abrigar vestígios correspondentes.
A Durupınar fica cerca de 30 quilómetros a sul do monte Ararate, na Turquia. Desde 1948, quando relatos locais falam de chuvas fortes e sismos, surgem dúvidas sobre se a estrutura é natural ou evidência de construção humana.
Estrutura com forma de navio
O interesse decorre da aparência à distância da formação, que lembra um navio. Investigadores amadores defendem que as dimensões da estrutura se aproximariam dos valores descritos na narrativa bíblica.
Segundo a referência bíblica, a arca teria aproximadamente 157 metros de comprimento, 26 metros de largura e 16 metros de altura. Os investigadores dizem que a Durupınar apresenta medidas próximas desses números.
Métodos e descobertas preliminares
O grupo Noah’s Ark Scans procede ao estudo desde 2019, usando geofísica e radar de solo. A equipa afirma ter detectado estruturas angulares, túneis em potencial e cavidades, até cerca de seis metros de profundidade.
O líder Andrew Jones mencionou uma cavidade que começa a quatro metros abaixo da superfície e pode estender-se por mais de 12 metros. A ideia é ligar este espaço a uma sala mais profunda.
Análises químicas e controvérsia científica
As análises de solo indicam diferenças entre o interior da formação e o entorno, com pH mais baixo e maior teor de matéria orgânica e potássio. Os investigadores sugerem que restos de madeira em decomposição podem explicar parte das leituras.
No entanto, estas interpretações carecem de confirmação por parte de investigadores independentes, mantendo o debate em aberto entre a comunidade científica.
Contexto e próximos passos
A ciência dominante considera a Durupínar de origem geológica, resultante de processos de erosão e deposição sedimentar. A falta de provas diretas impede, até agora, a conclusão sobre a Arca de Noé.
Os investigadores planeiam utilizar novas tecnologias de imagem e um robô denominado Gopher para mapear o subsolo. Será também recolhida uma amostra de carote para dados adicionais, com divulgação gradual dos resultados.
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