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Starbucks fecha cedo na Coreia do Sul para treinar funcionários sobre História

Starbucks encerrou lojas na Coreia do Sul às 15h para formação sobre História, após polémica com promoção ligada a Gwangju

Foto: Jade Gao/AFP
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  • A Starbucks encerrou mais cedo as suas mais de duas mil cafetarias na Coreia do Sul, às 15h locais, para sessões de formação sobre História e sensibilidade social.
  • A medida foi anunciada pelo operador local Shinsegae, para permitir que os trabalhadores participassem nas sessões de esclarecimento.
  • As formações vão estender-se também à sede, aos executivos e ao presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin, ainda nesta semana.
  • A polémica surgiu a 18 de maio, aniversário da revolta de Gwangju, quando a cadeia lançou a promoção online Dia do Tanque, associada a tanques usados na repressão.
  • O incidente levou a um pedido público de desculpas de Chung, à demissão do diretor-executivo da Starbucks Coreia e a boicotes por parte de funcionários e entidades governamentais.

A Starbucks encerrou mais cedo as suas mais de duas mil lojas na Coreia do Sul para realizar formação interna sobre História, após críticas a uma campanha promocional associada a um episódio histórico de violência. A medida foi anunciada pelo operador local Shinsegae, que gerencia a marca no país, e entrou em vigor já na segunda-feira.

As lojas fecharam às 15h locais (6h de Portugal continental) para que os trabalhadores participassem em sessões de esclarecimento sobre consciência histórica e sensibilidade social. A formação deverá progredir para a sede da empresa, abrangendo diretoria e o presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin, ainda nesta semana.

A controvérsia remonta ao dia 18 de maio, aniversário da revolta em Gwangju contra uma ditadura, quando a Starbucks lançou uma promoção online denominada Dia do Tanque para vender copos térmicos. Críticos defenderam que o nome e os slogans lembravam os tanques usados na repressão e o assassinato de um estudante na década de 80.

O episódio levou a um pedido público de desculpas de Chung Yong-jin, à demissão do diretor-executivo da Starbucks Corea, a boicotes por parte de funcionários e instituições governamentais, além de críticas do presidente sul-coreano da altura, Lee Jae-myung. O objetivo da empresa é evitar que episódios semelhantes ocorram novamente, segundo fontes envolvidas no caso.

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