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Papa critica líderes que alimentam guerras enquanto milhões passam fome

Papa denuncia que líderes alimentam guerras em vez de famintos, apelando a mais investimento no combate à fome e à cooperação multilateral

Papa Leão XIV visitou a sede do Programa Alimentar Mundial em Roma
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  • O Papa Leão XIV, durante uma visita ao Programa Alimentar Mundial em Roma, criticou líderes mundiais por “alimentarem” guerras em vez de famintos e pediu mais investimento no combate à fome.
  • Disse que as prioridades globais estão distorcidas e que conflitos são alimentados com maior rapidez do que as pessoas são nutridas.
  • O Programa Alimentar Mundial é o maior fornecedor de ajuda alimentar; os Estados Unidos são o maior donatário, anunciando recentemente uma doação de 800 milhões de dólares após cortes anteriores.
  • O Papa não mencionou líderes específicos e participou numa videochamada com trabalhadores do PAM em vários países, incluindo Líbano e Venezuela.
  • O PAM informou que forneceu 15,6 mil milhões de rações diárias a 121 milhões de pessoas em 2025 e procura 13 mil milhões de dólares em donativos para 2026; o Papa afirmou que o acesso à alimentação é um direito humano fundamental.

O Papa Leão XIV criticou hoje os líderes mundiais por financiarem guerras em detrimento de quem passa fome. A observação foi feita durante uma visita ao Programa Alimentar Mundial (PAM) em Roma, onde apelou a mais investimento no combate à insegurança alimentar.

O Papa destacou que a prioridade global está distorcida e que os recursos são desviados para questões de segurança nacional e estabilidade econômica, em vez de apoiar a nutrição de populações vulneráveis. Constatou deficiências operacionais e um desequilíbrio moral nas políticas.

Ao falar com a diretoria do PAM, Leão XIV afirmou que as crises humanitárias ocupam um lugar secundário nas agendas internacionais. Por dois dias, o Papa participou de uma videochamada com trabalhadores da agência em países como Líbano e Venezuela.

O PAM é o maior fornecedor de ajuda alimentar mundial. Os Estados Unidos são o seu maior doador, tendo anunciado recentemente 800 milhões de dólares para a agência, após cortes anteriores da administração anterior.

O serviço de alimentação da ONU informou que, em 2025, o PAM forneceu 15,6 mil milhões de rações diárias a 121 milhões de pessoas, financiadas por cerca de 5,7 mil milhões de euros em donativos voluntários.

O organismo alerta que a insegurança alimentar pode agravar-se entre junho e novembro em 13 países, devido a conflitos, falta de financiamento e choques climáticos. Para 2026, a agência visa arrecadar 11,4 mil milhões de euros.

O Papa reiterou que o acesso à alimentação é um direito humano fundamental e que combater a fome ajuda a enfrentar as causas profundas da instabilidade geopolítica, fortalecendo a segurança global.

Acesso à alimentação é direito fundamental

Leão XIV enfatizou que a nutrição é base da dignidade humana e da cooperação multilateral, defendendo prioridades políticas mais alinhadas com necessidades básicas.

Impacto global e próximos passos

Analistas lembram que o PAM não recebe financiamento direto da ONU e depende de doações voluntárias para sustentar seus programas, incluindo ações em países em crise. O Papa reforçou o imperativo de ampliar o apoio.

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