- Venâncio Mondlane foi eleito presidente da Aliança Nacional para um Moçambique e Autónomo (Anamola) na primeira convenção nacional, com voto unânime.
- Mondlane recebeu cerca de 94,04% dos votos, segundo Abdul Nariz, assessor de imprensa do partido.
- A convenção decorreu em Nampula, com cerca de 400 delegados, e terminou a portas fechadas; o símbolo do Anamola é um punho cerrado em formato do mapa de Moçambique, verde.
- O Anamola pretende disputar as eleições autárquicas de 2028 e, em 2029, as eleições gerais, para Mondlane voltar a ser candidato presidencial.
- Na quinta-feira, registaram-se protestos com repressão policial em Nampula, resultando em pelo menos quatro feridos.
Venâncio Mondlane foi eleito presidente do Anamola, na primeira convenção nacional do partido, realizada em Nampula. A votação, ocorrida na manhã desta segunda-feira, foi unânime entre os presentes, marcando a transição de liderança. Mondlane liderava de forma interina desde agosto do ano anterior.
O Anamola, alicerçado por Mondlane, surge como alternativa política no cenário moçambicano, com cores predominantes para o símbolo, verde em vez do habitual vermelho. O partido pretende recuperar protagonismo parlamentar em Moçambique.
A convenção, que decorreu ao longo de três dias, contou com cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros. Os trabalhos iniciaram no sábado e terminaram hoje, com um encerramento à porta fechada para discutir orientações estratégicas.
Contexto da convenção e seus desdobramentos
Quinta-feira anterior registaram-se grandes concentrações em Nampula, acompanhadas de repressão policial. A Plataforma Decide apontou ferimentos de quatro pessoas, incluindo uma vítima de disparo e outras três por estilhaços de granadas de dispersão.
Numa fase inicial, o objetivo do Anamola é disputar as autárquicas de 2028 e, a médio prazo, as eleições gerais de 2029. Mondlane pretende manter a candidatura presidencial, segundo informações da agência Lusa.
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