- Keir Starmer demitiu-se e informou o rei Carlos III; deixará o cargo após a eleição de um novo líder do Partido Trabalhista.
- Andy Burnham surge como candidato provável à liderança, com Wes Streeting a retirar-se; é necessário ter o apoio de oitenta e um deputados e formalizar o interesse até dezasseis de julho.
- Se não houver outra candidatura, Burnham pode tomar posse ainda em julho; em caso de corrida interna, a mudança em Downing Street pode ficar para setembro.
- O contexto inclui um estudo do Conselho Europeu para as Relações Externas que mostra que dois terços dos britânicos consideram o Brexit negativo, com apoio à cooperação reforçada com a União Europeia.
- Michel Barnier indicou que a porta está aberta a uma eventual reentrada do Reino Unido na UE, embora reconheça que há trabalho a fazer na cooperação entre as partes.
Keir Starmer demitiu-se do cargo de líder do Partido Trabalhista e do governo britânico, abrindo caminho para a eleição interna. A decisão foi comunicada ao rei Carlos III e entra em vigor apenas após a eleição de um novo líder. O Reino Unido vive uma crise política marcada por quem sucederá a Starmer.
Andy Burnham, presidente da Câmara de Manchester e deputado em preparação para a corrida, já anunciou a intenção de concorrer à liderança, apoiado pelo ex-ministro Wes Streeting, que se afastou da corrida. A exigência é de 81 apoios de deputados e formalização até 16 de julho.
Na ausência de concorrentes em Inglaterra, avança-se com a possibilidade de Burnham assumir o cargo ainda em julho, caso não haja uma corrida interna. Caso haja uma disputa, a mudança em Downing Street poderá ocorrer apenas em setembro.
O cenário atual aponta Burnham como favorito para suceder Starmer, após vencer recentemente uma eleição legislativa parcial no norte do país. O político tem posições mais à esquerda que o atual líder trabalhista e goza de elevada popularidade.
Nigel Farage pediu novas eleições, mas não há obrigação de convocá-las antes de 2029, mantendo a maioria parlamentar trabalhista. O ambiente político cobre o período de 2020, desde a efetivação do Brexit, até aos dias de hoje.
Estudos recentes do Conselho Europeu para as Relações Externas indicam desapontamento com o Brexit entre 66% dos britânicos, que consideram o processo negativo em custos de vida, crescimento e oportunidades. O levantamento também revela apoio a reforçar laços com a UE.
A sondagem mostra ainda que 63% dos britânicos aceitariam a livre circulação de pessoas em troca de melhores acordos comerciais com a UE. Sobre um referendo de reintegração, 52% apoiariam, enquanto 31% seriam contra, segundo o estudo.
Michel Barnier, antigo negociador da UE para o Brexit, afirmou que a porta está aberta para uma eventual reentrada no bloco. A decisão de regressar ao espaço comunitário continua a depender da vontade do Reino Unido, que, por agora, mantém-se fora.
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