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Universidades chinesas sobem frente a britânicas e norte-americanas no ranking global

Universidades chinesas aproximam-se de britânicas e norte-americanas no ranking global, com queda de estudantes internacionais a pôr em causa as receitas ocidentais

O Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos EUA, domina o topo da tabela
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  • A QS World University Rankings mostra que as universidades chinesas estão a aproximar-se de britânicas e norte-americanas, apoiadas por forte investimento público; a China passa a ter 85 instituições entre as 1 504 avaliadas.
  • Os Estados Unidos mantêm o maior número de universidades no ranking (184), mas abaixo do pico de dois mil e um (202) registado em 2023; o Reino Unido soma 93.
  • O topo continua a ser dominado pelo MIT e pelo Imperial College London, mas há erosão na posição de universidades ocidentais intermédias, com 65% das norte-americanas e 40% das britânicas a descerem. Já 61% das chinesas subiram.
  • A QS alerta que a quebra de estudantes estrangeiros pode afectar as finanças universitárias e a posição de alguns países, com quedas de 17% nas novas inscrições internacionais nos Estados Unidos.
  • A China tem três universidades entre as 30 melhores e dez entre as 200 primeiras; o relatório destaca maior influência científica por meio de patentes, publicações e citações, apoiada por financiamento aumentado em ciência, engenharia e saúde.

A China aproxima-se de universidades britânicas e norte-americanas nas principais classificações globais, segundo a QS World University Rankings. A edição publicada na quarta-feira destaca avanços devido ao investimento público e ao peso científico do país. O estudo avalia 1504 instituições em todo o mundo.

A China passou a ter 85 universidades entre as 1504 avaliadas, mais 13 face ao ano anterior. Os Estados Unidos mantêm o maior contingente, com 184 casas, mas recuam face ao pico de 2021. O Reino Unido aparece com 93 instituições classificadas.

O MIT continua no topo da lista, seguido pelo Imperial College London, ainda assim com sinais de erosão da vantagem de universidades ocidentais de nível intermédio. O relatório aponta maior variação de posições entre países.

Segundo a QS, 65% das universidades norte-americanas recuaram posições relativamente a 2023, enquanto 40% das britânicas baixaram. Em contrapartida, 61% das chinesas subiram na classificação.

A diretora-executiva da QS, Jessica Turner, afirma que o Reino Unido permanece uma força global, mas alerta que o domínio não é garantia de continuidade. Manter a liderança depende de talento, inovação e abertura ao mundo.

Desempenho por país

A China continental já tem três universidades entre as 30 melhores, frente a quatro do Reino Unido e 11 dos EUA. Entre as 200 primeiras, existem 10 instituições chinesas, 28 britânicas e 38 norte-americanas.

O relatório também ressalta a influência científica chinesa, medida por patentes, publicações em revistas de prestígio e citações. Pequim tem aumentado o financiamento em áreas estratégicas como ciência e engenharia.

O aumento de investimento público ocorre num contexto de competição tecnológica entre China e Estados Unidos. Países sinalizam que formação, investigação e recursos humanos são centrais para a segurança económica.

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