- Zelensky pediu aos líderes do Conselho Europeu que aumentem a pressão sobre a Rússia para tentar trazer Vladimir Putin para o diálogo e para as negociações de paz.
- A UE encerra uma semana marcada pela abertura das negociações técnicas de adesão da Ucrânia à União Europeia.
- O primeiro-ministro português, António Costa, sugeriu abrir canais de comunicação entre a UE e a Rússia, o que gerou resistência entre alguns aliados, como os países Bálticos.
- Líderes dos Países Baixos e da Lituânia defenderam cautela, afirmando que não é o momento para negociar com a Rússia e que Putin deve dar o primeiro passo.
- A Ucrânia iniciou formalmente as negociações técnicas de adesão, com o objetivo de abrir mais clusters (blocos) de capítulos de reformas, à medida que avança no processo de integração com a UE.
Volodymyr Zelensky pediu aos líderes do Conselho Europeu que aumentem a pressão sobre a Rússia para tentar trazer Vladimir Putin para o diálogo e para as negociações. A solicitação surge ao fim de uma semana considerada histórica para a Ucrânia, marcada pelo arranque das negociações técnicas de adesão à UE. A ideia é envolver a União Europeia de forma mais direta no processo de paz.
Zelensky participou na reunião de Bruxelas para consolidar o apoio europeu. O objetivo é que a UE, em conjunto com os aliados, adote uma postura mais activa e proactiva, alinhada com o impulso gerado no G7 e com as declarações do Presidente dos EUA sobre a abertura a um acordo com Moscovo. O foco é pressionar a Rússia economicamente e diplomaticamente para permitir negociações significativas com a Ucrânia.
A discussão ocorre num contexto em que a União cortou laços diplomáticos desde a invasão de 2022. Embora o tema não estivesse na agenda inicial, ganhou destaque entre os temas em análise, com a decisão de abrir canais de comunicação entre Bruxelas e Moscovo a ser avaliada por alguns governos. A posição dura de países da região Báltica suscitou reservas entre outros membros da UE.
Contexto diplomático
À chegada ao Conselho Europeu, Zelensky salientou que a pressão dos aliados contribuiu para uma posição mais favorável da Ucrânia. Para Ursula von der Leyen, a União Europeia continua unida na manutenção de pressão sobre a Rússia. O presidente do Conselho Europeu reforçou a ideia de que a cooperação com os parceiros é crucial para encorajar um cessar-fogo e negociações de paz.
Reacções e perspetivas
O primeiro-ministro português Luís Montenegro destacou a importância de explorar um canal de contactos entre a UE e a Rússia, com o objetivo de ajudar a Ucrânia e a Europa a gerir o conflito. A posição de alguns governos estrangeiros diverge, refletindo diferentes leituras sobre o momento e a forma de envolvimento com Moscovo. O debate mantém-se aberto quanto ao papel da UE nas negociações.
Entre na conversa da comunidade