- Donald Trump assinou formalmente o Memorando de Entendimento com o Irão durante um jantar de gala no Palácio de Versalhes, no final do G7, afirmando que o acordo permitiu reabrir o estreito de Ormuz e evitar uma depressão mundial.
- Trump disse que os mercados adoraram o acordo, que levou a bolsas a bater recordes e ao recuo do preço do petróleo, e que a alternativa seria uma depressão global.
- Críticos, incluindo muitos falcões republicanos, consideram o acordo pior que o de 2015 e acusam Trump de ceder sem obter contrapartidas relevantes, exceto a reabertura de Ormuz.
- O memorando prevê levantamento imediato de sanções, fim das restrições à venda de petróleo iraniano e a criação de um fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares, com devolução de fundos iranianos congelados.
- O Irão também assinou o Memorando; o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, questionou a cerimónia oficial prevista para sexta-feira na Suíça, enquanto o líder do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que é “o registo do fracasso americano”.
Donald Trump assinou um Memorando de Entendimento com o Irão durante um jantar de gala no Palácio de Versalhes, França, no final do G7. O acordo envolve a reabertura do estreito de Ormuz e a suspensão de sanções, numa leitura que o presidente afirma ter evitado uma depressão mundial. As críticas mantêm-se de que o texto cede demasiado sem contrapartidas claras.
Questionado sobre quem ganha com o acordo, Trump sustenta que o mercado reagiu bem, com bolsas em alta e petróleo mais baixo. Reconhece, porém, que alguns objetivos não ficaram totalmente cumpridos e que parte do dinheiro iraniano estará devolvida aos bancos e investidores internacionais. O modelo mantém ainda o controlo sobre o programa balístico.
O memorando abre a via para o levantamento progressivo de restrições ao petróleo iraniano e ao fim de sanções internacionais, incluindo a criação de um fundo de reconstrução avaliado em cerca de 300 mil milhões de dólares. O líder iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o memorando e coloca em dúvida a cerimónia oficial prevista na Suíça.
Reações e desdobramentos
O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, assinou o memorando, mas a cerimónia prevista para esta sexta-feira na Suíça pode não ter sido formalmente cancelada. Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que o acordo pode ser visto como um registo do que descreveu como fracasso americano. As leituras sobre o impacto político e militar continuam incertas.
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