- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que a reunião do Conselho Europeu, com a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, mostrou o empenho da União Europeia em procurar uma solução de paz justa e duradoura para a Ucrânia.
- Os líderes da UE aprovaram, pela primeira vez em dezoito meses, conclusões sobre o conflito por unanimidade, enfatizando o aumento do empenho diplomático para encerrar a guerra.
- Montenegro também revelou apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
- O presidente do Conselho Europeu, António Costa, começou contactos diplomáticos para abrir vias de comunicação com a Rússia, visando futuras negociações de paz.
- Em Bruxelas debateu-se o papel da UE e quem deverá representar os seus interesses, com foco na preservação da unidade e na preparação para eventual envolvimento com a Rússia.
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que a reunião de quinta-feira do Conselho Europeu, centrada na Ucrânia, evidenciou o empenho da UE numa solução de paz justa e duradoura. A entrevista foi publicada na X, após os líderes aprovarem, pela primeira vez em 18 meses, conclusões sobre o conflito por consenso.
Segundo Montenegro, a reunião permitiu confirmar que a União Europeia permanece ao lado da Ucrânia e apoia a adesão de Kiev. As conclusões aprovadas reforçam o compromisso de intensificar os esforços diplomáticos para encerrar a guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
Os trabalhos no Conselho Europeu decorreram em Bruxelas, com foco na assistência à Ucrânia e no avanço do alargamento do bloco. A reunião decorreu numa janela de dois dias, marcada por discusões sobre o papel da UE em negociações de paz.
Costa fala com canais diplomáticos
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, iniciou contactos para abrir vias de comunicação com a Rússia, preparando o terreno para negociações futuras. Diplomatas indicaram que o objetivo é manter a UE coesa na abordagem ao diálogo com Moscovo.
Relatos de fontes europeias apontam que o tema da interlocução europeia com a Rússia tem gerado cautela entre embaixadores. A comunicação com a Rússia foi apresentada como preparação para defender os interesses da UE quando surgirem condições favoráveis.
Papel da UE na mediação
Durante o encontro, surgiram referências ao papel de um interlocutor europeu para as negociações com a Rússia, sem indicar nomes. Lisboa indicou que o presidente da República é visto como representante dos interesses da UE, em linha com os Tratados.
Montenegro sugeriu que várias personalidades portuguesas poderiam cumprir esse papel, sem adiantar nomes. A discussão coincidiu com o reforço do apoio da UE à Ucrânia e com a necessidade de manter estratégia coordenada entre os 27 membros.
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