- Montenegro insinuou que há “personalidades portuguesas” que poderiam mediar uma paz entre Ucrânia e Rússia, sem nomes definidos, durante a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, onde também esteve Zelensky.
- Pela primeira vez com o novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, a UE mostrou consenso sobre a Ucrânia, algo que não aconteceu antes devido à posição anterior de Viktor Orbán.
- Portugal afirma disponibilidade para aprofundar instrumentos que permitam uma integração transitória de países candidatos à UE; a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, acredita que novos capítulos podem abrir-se ainda neste verão.
- O debate orçamental em Bruxelas ficou marcado pela evolução do orçamento da União, com Portugal numa posição melhor após uma carta de Montenegro à Comissão; prevê-se um aumento de 1,5 mil milhões de euros, com cortes possíveis conforme negociações.
- O objetivo é fechar o assunto até ao final do ano para evitar a gestão por duodécimos durante eventual contagem de eleições na UE.
O primeiro-ministro de Montenegro pediu, à saída de Bruxelas, a inclusão de “personalidades portuguesas” como potenciais mediadores numa paz entre a Ucrânia e a Rússia. A declaração ocorreu à entrada da reunião do Conselho Europeu, com a presença de Volodymyr Zelensky, líder ucraniano. Não foram avançados nomes, mas manteve-se o entendimento de apoio unânime entre os 27.
Contexto político e reacções
António Costa explicou que a UE está preparada para aprofundar instrumentos que permitam aprovar caminhos transitórios para países candidatos, sem um modelo fechado. O primeiro-ministro destacou a unidade entre os Estados-Membros relativamente ao apoio à Ucrânia, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou que novos capítulos poderão abrir durante o verão.
Zelensky considerou este momento favorável para Kiev, após a reunião, marcada pela presença de líderes europeus pela primeira vez em dois dias de sessão. A ênfase esteve na coordenação de respostas à invasão russa e no reforço de alianças para a defesa e a recuperação económica da região.
Orçamento da União e posição de Portugal
Durante o encontro, o Conselho também discutiu o Orçamento da UE, com foco em ajustes e cortes orçamentais, principalmente de países do norte. Portugal chegou a uma posição considerada melhor do que antes, após uma carta de Montenegro à Comissão.
As negociações indicam um aumento para Portugal, com uma projeção de 1500 milhões de euros adicionais, ainda sujeita a aprovação final. O objetivo é encerrar as negociações até ao final do ano, para evitar atrasos decorrentes de eleições em França e receios de gestão do orçamento por duodécimos.
Perspectivas e próximos passos
Os ministros devem analisar, nos próximos dias, o alinhamento entre as propostas nacionais e a visão comum da UE. O processo continua sujeito a alterações até à aprovação final, sem indicar datas precisas para a conclusão. A expectativa é manter o foco na estabilidade económica e no apoio contínuo à Ucrânia.
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