- O G7 comprometeu-se a aumentar as entregas de armas para a Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance, apontando o “momento certo” para apertar o cerco ao setor energético russo.
- Os líderes, reunidos há dois dias em Évian-les-Bains, na França, aprovaram uma declaração de apoio à Ucrânia na defesa da sua liberdade, soberania e integridade territorial.
- O documento destaca o reforço das entregas de meios de defesa aérea, interceptores adicionais e capacidades de longo alcance.
- A UE já destinou aproximadamente duzentos mil milhões de euros em apoio militar e financeiro desde 2022, com um empréstimo adicional de noventa mil milhões de euros a começar a ser desembolsado este mês; os Estados Unidos representam cerca de cento e quinze mil milhões de euros de apoio total.
- O G7 diz estar pronto a ponderar licenças para produção militar em Kiev e a reforçar sanções à economia de guerra russa, incluindo petróleo e gás, mantendo ainda apoio à resiliência energética para o próximo inverno.
Os líderes do G7 comprometeram-se a aumentar o envio de armamento para a Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance. O anúncio foi feito numa declaração conjunta dos países do G7, reunidos em Évian-les-Bains, França.
Os chefes de Estado e de governo destacaram que chegou o momento de apertar o cerco ao setor energético da Rússia, reforçando sanções sobre petróleo e gás. O objetivo é sustentar o apoio à Ucrânia na defesa da sua soberania.
A declaração reconhece o dinamismo da Ucrânia no terreno e assegura o reforço das entregas de meios de defesa aérea, interceptores e capacidades estratégicas de longo alcance. O grupo aponta para a necessidade de resiliência energética.
O grupo também sinalizou a possibilidade de ampliar licenças para produção militar em Kiev, nomeadamente no que diz respeito a sistemas antimísseis de fabrico norte-americano. A medida depende de avaliação futura das circunstâncias no terreno.
A União Europeia tem já 21 pacotes de sanções contra a Rússia, com o foco em petróleo russo e na chamada frota sombra. As medidas visam manter pressão económica, paralelamente ao apoio militar à Ucrânia.
Na mesma linha, o governo norte-americano indicou que poderá restabelecer sanções às exportações de energia da Rússia, numa eventual reativação do fluxo através de vias marítimas, segundo declarações oficiais recentes.
Além disso, o G7 reforça a necessidade de manter a capacidade de a Ucrânia atravessar o próximo inverno, com apoio energético e estratégico. O objetivo é diminuir vulnerabilidades ante cortes ou interrupções no fornecimento.
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