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Grok de Elon Musk utilizado em ataques contra República Islâmica

Documento do Departamento de Justiça revela uso de Grok pela xAI em ataques ao Irão, com Maven a alargar a alvos, gerando controvérsia ambiental e de segurança

Empresa de inteligência artificial foi utilizada nos ataques contra o Irão
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  • O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou, num documento judicial, que a IA Grok, de Elon Musk, foi utilizada nos ataques contra o Irão, no âmbito do Project Maven do Exército americano.
  • O DOJ sustenta que a queixa ambiental contra a xAI pode comprometer a segurança nacional, económica e energética ao arriscar o fornecimento de energia a infraestruturas de IA usadas pelas forças militares.
  • Cameron Stanley, responsável pela IA no Pentágono, afirma que uma ferramenta derivada do Grok, o Grok Gov Model, já está a ser usada no Maven, inicialmente baseado no Claude, da Anthropic.
  • Segundo Stanley, os processos do Maven permitiram lançar mais de dois mil munitões contra dois mil alvos em 96 horas, na guerra contra o Irão, e consomem cerca de dois mil milhões de tokens por dia.
  • As turbinas que alimentam o Colossus 2, o supercomputador da xAI que sustenta o Grok, ficam perto de Memphis; a NAACP processa a xAI por alegadas violações à qualidade do ar com turbinas consideradas móveis e temporárias.

A empresa de inteligência artificial Grok, criada por Elon Musk, foi utilizada nos ataques contra o Irão, segundo um documento judicial dos EUA. O DOJ afirma que a ferramenta já foi empregue no âmbito do programa Maven, de alvos assistidos por IA do Exército, para acelerar operações. A revelação consta de um processo sobre a queixa ambiental contra a xAI, empresa-mãe.

O DOJ apresentou o testemunho de Cameron Stanley, responsável pela IA no Pentágono, que diz que o Grok Gov Model já está a ser usado no Maven. O programa baseia-se, em parte, no modelo Claude, da Anthropic, para seleção de alvos. O documento cita que mais de 2.000 munições foram lançadas contra cerca de 2.000 alvos em 96 horas.

Stanley afirma que o Maven consome cerca de dois mil milhões de tokens por dia, equivalentes a até seis milhões de páginas processadas. Segundo ele, este volume torna a infraestrutura de computação da xAI indispensável para as operações militares.

Questões legais e ambientais

As turbinas de gás associadas ao Colossus 2, um supercomputador da xAI que alimenta o Grok, ficam nos arredores de Memphis. A NAACP processa a xAI por alegada exploração de turbinas sem licença, acusando impactos ambientais a bairros de maioria negra. A xAI sustenta que as turbinas são temporárias e móveis, e não sujeitas à regulamentação alegada.

O caso ambiental contrasta com a atuação da Administração de Donald Trump, que rescindiu contratos com a Anthropic em fevereiro. A transição levou o Pentágono a recorrer também à Google, OpenAI e xAI para continuidade das ferramentas de IA na guerra. Em março, porém, o Claude continuava a ser utilizado no Irão.

A controvérsia sobre o uso militar de IA persiste. Em várias frentes, trabalhadores da Google pedem limitações ao fornecimento de IA para operações confidenciais. A empresa já havia afastado o Maven em 2018, após pressão interna de engenheiros.

O contexto envolve ainda a visão de Musk, que tem ligações com a xAI e com SpaceX. Em junho, a maior entrada na bolsa de valores na história de SpaceX marcou a posição de Musk no setor de tecnologia avançada e IA.

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