- Semion Skrepetski, nome verdadeiro Robert K., artista plástico russo e crítico ferrenho do regime de Vladimir Putin, foi morto a tiro em Biala Podlaska, cidade do leste da Polónia onde vivia desde 2021.
- O ataque ocorreu num parque de estacionamento, com cinco tiros disparados: dois pelo agressor e mais três quando o artista já estava caído; foram encontradas cinco cápsulas de balas e uma bala de 9 milímetros.
- Dois cidadãos bielorrussos foram detidos perto do local por suspeita de envolvimento no crime; as investigações continuam e ainda não houve acusação formal.
- Biala Podlaska situa-se próximo da fronteira com a Bielorrússia; o parque onde ocorreu o crime fica a 600 metros do consulado bielorrusso na cidade.
- A obra de Skrepetski era conhecida por caricaturas de Putin, de Aleksander Lukashenko e de Ramzan Kadirov; três dias antes do homicídio participou num protesto em Berlim, perto da embaixada russa, e terá recebido ameaças horas antes do ataque.
O caricaturista russo Semion Skrepetski, nome real Robert K., foi morto a tiro em Biala Podlaska, no leste da Polónia, na segunda-feira. O artista, crítico convictamente anti-Putin, foi baleado no parque de estacionamento da cidade, sendo atingido na cabeça, peito e costas. A agressão ocorreu perto do consulado Bielorrusso, a cerca de 600 metros do local.
As autoridades identificaram a vítima como um crítico acérrimo do regime russo, que vivia na Polónia desde 2021. O óbito ocorreu após um indivíduo se aproximar e disparar duas vezes, seguindo-se mais três tiros. Foram recolhidas cinco cápsulas e uma bala de 9 mm para análise.
Dois cidadãos bielorrussos foram detidos junto ao local do crime, sob suspeita de envolvimento no homicídio. As investigações prosseguem e ainda não houve acusações formais. Skrepetski era conhecido por caricaturas de Putin e Lukashenko, entre outras figuras.
Contexto e atividades do artista
Skrepetski participava regularmente em protestos contra o regime russo. Três dias antes do crime, esteve numa manifestação frente à embaixada russa em Berlim, onde levou uma caricatura de Putin e Estaline. Horas antes do assassinato, terá recebido ameaças, segundo informações recolhidas pela polícia.
A obra do artista era marcada pela irreverência e por ridicularizar personalidades russas, ucranianas e outras figuras públicas. Entre as obras mais notáveis, figura Putin em braços de Estaline, símbolo de crítica ao poder. A notícia gerou reações entre comunidades de opositores exilados.
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