- O Supremo Tribunal de Israel rejeitou o recurso apresentado pela defesa do médico palestiniano Hussam Abu Safiya, detido desde dezembro de 2024 sem acusação.
- A decisão terá sido baseada em materiais confidenciais que não foram partilhados nem com o detido nem com a sua equipa de defesa.
- Abu Safiya permanece em isolamento na prisão de Nafha, com condições de detenção difíceis e sem acesso ao tratamento médico necessário, apesar da deterioração do seu estado de saúde.
- O advogado da família, Nasser Odeh, afirma que o médico perdeu cerca de 30 quilos na prisão e não recebe tratamento médico, uma acusação que as autoridades prisionais rejeitam.
- Organizações como a Médicos pelos Direitos Humanos de Israel pedem a libertação imediata do doutor Abu Safiya e de outros médicos detidos sem acusação; existem, segundo o PHRI, pelo menos 14 médicos de Gaza em prisões israelitas.
O Supremo Tribunal de Israel rejeitou o recurso apresentado pela defesa do médico palestiniano Hussam Abu Safiya, que está detido sem acusação desde dezembro de 2024. A decisão baseou-se em materiais confidenciais não partilhados com o detido nem com a defesa. Abu Safiya foi antigo diretor do Hospital Kamal Adwan.
Segundo a organização Médicos pelos Direitos Humanos de Israel (PHRI), a tribunal justificou a decisão com base nesses materiais sigilosos. A equipa de defesa sustenta que o médico continua em isolamento numa prisão de Nafha, com condições de detenção difíceis e sem acesso adequado a cuidados médicos.
A defesa aponta que o estado de saúde de Abu Safiya se tem deteriorado desde a detenção. Familiares relatam que, na última aparição pública, o médico apareceu pálido e emagrecido, com marcas nos braços que levantam preocupações sobre o tratamento recebido.
Contexto
A PHRI alerta para que este caso não é isolado. A organização diz que muitos recursos legais de detidos palestinianos de Gaza acabam por não produzir resultados relevantes. O recurso de Abu Safiya pedia a legalidade da detenção sem acusação, com a defesa a sustentar a necessidade de tratamento médico.
A narrativa internacional envolve ainda pedidos de organizações como as Nações Unidas, a Organização Mundial da Saúde e a Amnistia Internacional para a libertação imediata. Até ao momento, não existem acusações formais apresentadas contra Abu Safiya pelas autoridades hebraicas.
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