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Oito estudantes detidas por suspeita de incêndio que matou 16 alunas no Quénia

Oito estudantes detidas no Quénia por alegada participação no incêndio que matou 16 alunas na Academia Feminina Utumishi; investigação em curso

Estudantes e pais reunidos no internato de Utumishi, no Quénia, depois do incêndio que matou 16 estudantes
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  • Oito estudantes foram detidas no Quénia por suspeita de planeamento e execução do incêndio que matou 16 alunas na Academia Feminina Utumishi, em Gigil.
  • Interrogatórios a estudantes e funcionários, bem como análise de videovigilância, levaram às detenções; um grupo de 30 alunas tinha sido chamado à escola.
  • O fogo deflagrou na madrugada de quinta-feira, destruiu o piso superior do dormitório com 135 beliches; a escola encerrou o internato para investigação; fica a cerca de 120 quilómetros de Nairobi e alberga 815 estudantes.
  • O ministro da Educação ordenou a dissolução do conselho de gestão e pediu medidas disciplinares contra a direção; sete alunas hospitalizadas permanecem internadas e os corpos foram encaminhados para uma morgue local.
  • A avaliação preliminar aponta falhas de segurança, como sobrelotação e porta de saída de emergência fechada; o caso reacende o debate sobre a segurança em escolas no Quénia, já relacionado com incidentes anteriores em 2024 e 2001.

Oito estudantes foram detidas no Quénia na sexta-feira por suspeitas de terem planejado e executado o incêndio que provocou a morte de 16 alunas na Academia Feminina Utumishi, em Gigil, no Centro-Oeste do país. A detenção ocorreu na sequência de interrogatórios a alunas e funcionários, bem como da análise de imagens de videovigilância recolhidas.

A Polícia Nacional do Quénia confirmou as detenções e informou que as jovens foram localizadas e levadas a interrogatório, num momento em que a investigação ainda procura apurar a causa exata do fogo. Testemunhos de estudantes e docentes continuam a ser recolhidos.

A Direção de Investigação Criminal (DCI) esteve envolvida na operação, com a divulgação de que a investigação inclui análise forense das imagens e depoimentos na escola. As alunas detidas integram um grupo de cerca de 30 estudantes chamadas a depor.

Desenvolvimento

O fogo deflagrou durante a madrugada de quinta-feira, quando as alunas dormiam. O incêndio destruiu o piso superior do dormitório, que contava 135 beliches, num internato com dois pisos e acesso a um ingresso térreo relativamente intacto.

O internato encerrou as portas para facilitar as diligências de investigação. A escola acolhia 815 estudantes do ensino secundário e fica a cerca de 120 quilómetros de Nairobi. O ministro da Educação indicou que 16 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Entre as 79 alunas hospitalizadas, sete permaneciam internadas na altura das primeiras informações oficiais. Os corpos das vítimas foram encaminhados para uma morgue local para identificação.

A avaliação preliminar indicou várias falhas de segurança no estabelecimento, incluindo sobrelotação de dormitórios e uma porta de saída de emergência que se encontrava fechada. O ministro ordenou medidas disciplinares e legais contra a direção da escola e a dissolução do conselho de gestão.

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