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Polícia Judiciária deteve ex-porta-voz do PSOE da Galiza na Operação Imergente

Quarto detido na Operação Imergente é antigo porta-voz do PSOE galego; investiga adjudicações em Mafra e Oeiras e possível influência partidária

PS confirmou buscas mas salienta que não é diretamente visado
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  • A Polícia Judiciária deteve Emílio Vázquez Blanco, antigo porta-voz do PSOE da Galiza, na Operação Imergente, tornando-o o quarto visado.
  • Vázquez Blanco, dono de uma empresa de comunicação em Portugal, é suspeito de ter colaborado com Duarte Moral para apresentar uma proposta fictícia num concurso por consulta prévia promovido pela Junta da Misericórdia, em Lisboa.
  • Na mesma operação, a empresa Cidade Etérea, de que é sócia a mulher do assessor do PS Rute Reimão, também participou, supostamente para conferir aparência de legalidade à adjudicação de 22 mil euros, vencida pela Diálogo Emergente.
  • O Diálogo Emergente, parceria de Moral com Rui Pedro Nascimento, já teve contratos com o PS desde abril de 2017; entre 2017 e 2019, o partido pagou mais de 400 mil euros à empresa.
  • A investigação envolve autarquias de Mafra e Oeiras, com buscas no gabinete de Moral e outras entidades, no âmbito de adjudicações por ajuste direto ou consulta prévia, num conjunto de quase dois milhões de euros.

Dois agentes da Polícia Judiciária detiveram Emílio Vázquez Blanco, antigo porta-voz do PSOE na Galiza e proprietário de uma empresa de comunicação em Portugal, na Operação Imergente. A detenção é a quarta no âmbito do inquérito que investiga um alegado esquema de viciação de contratos públicos em câmaras e juntas da Grande Lisboa, com foco no assessor do PS Duarte Moral. Vázquez Blanco é suspeito de ter, em conluio com Moral, apresentado uma proposta falsa num concurso por consulta prévia promovido pela Junta da Misericórdia, em Lisboa.

A participação de outra sociedade, Cidade Etérea, pertencente à mulher do assessor do PS, Rute Reimão, também foi avançada pela imprensa como envolvida no mesmo processo. As empresas teriam candidatado-se ao concurso para conferir aparência de legalidade à adjudicação, que corresponderia a 22 mil euros e acabou por ser ganha, em 2025, pela Diálogo Emergente, empresa que Moral partilha com Rui Pedro Nascimento, ex-presidente do PS de Oeiras e antigo adjunto no grupo parlamentar socialista, também detido.

Entre 2017 e 2019, o PS terá contratado os serviços da empresa de Emílio Vázquez Blanco, através da Cecubometrics, gerando faturas no valor total de 79.275 euros. O Inquérito do DIAP Regional de Lisboa aponta para despesas de campanha com documentação insuficiente, e aponta erros de contabilidade associadas a atividades de apoio partidário.

Na quinta-feira, o gabinete de Duarte Moral, sediado no Largo do Rato, em Lisboa, foi alvo de buscas pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, com cerca de 90 operações de busca. As autoridades investigam possíveis influências partidárias em autarquias para favorecer empresas ligadas a militantes socialistas. O DIAP sustenta que o foco é a adjudicação por ajuste direto ou consulta prévia, violando normas legais e causando prejuízo ao erário.

A PJ indicou que as adjudicações suspeitas envolvem câmaras municipais e juntas de freguesia de Mafra e Oeiras, onde também ocorreram buscas. O inquérito apura factos relativos a contratos com valor global próximo dos dois milhões de euros e a emissão de faturas para recebimentos indevidos por dois suspeitos de ligação ao partido.

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