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Europa: expedição de um mês tenta proteger o evasivo Banana Hole

Expedição de um mês da Greenpeace explora o Banana Hole, no Ártico, recolhendo provas para proteger ecossistemas únicos ameaçados pela mineração em mar profundo

A Greenpeace e os cientistas independentes a bordo transmitem em direto de profundidades até 3000 metros, até 30 de maio.
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  • A Greenpeace iniciou uma expedição de um mês às profundezas do Banana Hole, zona de águas internacionais entre a Noruega e a Gronelândia, para recolher provas científicas.
  • O Banana Hole alberga ecossistemas antigos e fontes hidrotermais, sendo descrito como uma “biblioteca viva” da história do planeta, sob ameaça de mineração no fundo marinho.
  • Em 2024, o governo norueguês abriu a área à mineração em mar profundo, mas o processo foi travado em 2025 após protestos de ambientalistas e cientistas.
  • Investigações na região Clarion-Clipperton demonstraram impactos da mineração, com queda de 37 por cento na abundância de macrofauna e redução de 32 por cento na riqueza de espécies, após recolha de nódulos polimetálicos.
  • A expedição está a transmitir em direto até ao dia 30 de maio e pode ser acompanhada também via WhatsApp para receber alertas sobre mergulhos e descobertas.

A expedição de um mês da Greenpeace avança para explorar a chamada Banana Hole, uma zona remota no Ártico entre a Noruega e a Gronelândia. A missão envolve cientistas de várias instituições e pretende recolher provas para entender a sobrevivência de ecossistemas em grandes profundidades. A ação decorre até ao final de maio.

A Banana Hole é descrita como uma “biblioteca viva” da história do planeta, onde esponjas antigas e baleias convivem junto a fontes hidrotermais vulcânicas. A expedição busca mapas biológicos e ambientais que contribuam para a proteção deste ecossistema frágil, face a pressões comerciais.

A iniciativa é inédita pela escala de mergulhos e pela cooperação entre a Greenpeace e investigadores independentes. As equipas utilizam mergulhos a profundidades próximas de 3 000 metros para recolher dados sobre biodiversidade e perfis hidroteriários da região.

Exploração no Ártico e objetivos científicos

O grupo foca-se em montes submarinos e em campos de hidrotermais, áreas ainda pouco mapeadas. Os investigadores esperam identificar espécies ainda não descritas e compreender os mecanismos de adaptação de organismos que existiram por centenas de milhões de anos.

Contexto de mineração e salvaguarda ambiental

Em 2024, o governo norueguês abriu o território à mineração de mar profundo, mas o processo ficou parado no ano seguinte, após protestos de comunidades ambientais e ciência. Estudos prévios indicam efeitos adversos na fauna bentónica de zonas exploradas, com redução de espécies e alterações na distribuição de animais.

Desdobramentos e transmissão de dados

A expedição está a partilhar transmissões em direto a partir de profundidades de até 3 000 metros, com atualizações programadas até ao final de maio. A equipa também disponibiliza canais de alerta para acompanhar as descobertas ao vivo, mantendo o público informado sem sensacionalismo.

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