- Os ministros da NATO reúnem-se na Suécia para uma cimeira de dois dias, em meio a incertezas e ao contexto de decisões recentes sobre a presença militar dos EUA na Europa.
- O foco central é o anúncio de retirada gradual dos EUA da segurança europeia, o que significa que o apoio americano pode deixar de estar garantido, mesmo em guerra.
- Também se discute como aumentar a produção de defesa, face ao esgotamento de arsenais avançados devido à guerra no Irão.
- Os detalhes sobre onde será reduzido o apoio e as capacidades dos EUA deverão ser anunciados na sexta-feira, com o plano a alterar a contribuição norte-americana em crises.
- A reunião prepara a cimeira de líderes da NATO em julho, em Ancara, incluindo a possível extensão de convite ao presidente ucraniano Zelenskyy.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se na Suécia para uma cimeira de dois dias, em meio a incertezas para a aliança. O tema principal é a retirada gradual dos EUA da segurança europeia, mesmo em guerra, e o esgotamento de arsenais devido à guerra no Irão.
A cimeira ocorre num momento em que se discute como reforçar a produção de defesa entre os aliados. Fontes da NATO apontam para um anúncio ainda esta semana sobre mudanças na contribuição norte-americana em situações de crise ou conflito.
O encontro conta com a presença de autoridades de vários países membros e procurará alinhar respostas à redução do apoio dos EUA, afirmando que o país continuará envolvido na Europa, mas com ajustes estruturais.
No centro do debate está o objetivo de manter a dissuasão da aliança, mesmo com uma redução gradual da participação dos EUA. O modelo de forças da NATO deverá incorporar estas alterações.
O anúncio dos planos norte-americanos surge após Trump ter anunciado a retirada de 5000 soldados da Alemanha, numa disputa com o chanceler alemão. A decisão provocou surpresa em Varsóvia, por exemplo.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, está em.draw na Suécia para enfatizar a necessidade de maior esforço industrial de defesa entre aliados. O objetivo é manter o abastecimento de armamento.
A NATO tem em curso a extensão de um convite formal ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, para a cimeira de julho em Ancara, e se mantém o histórico de cooperação com a Ucrânia em matéria de defesa.
Os ministros debatem também o impacto da guerra na Ucrânia sobre o fornecimento de munições e sistemas de defesa aérea, como o Patriot, que têm sido consumidos nas fileiras ucranianas.
A reunião desta semana serve de preparação para a cimeira anual de líderes da NATO, agendada para julho, em Ancara, com foco em reforçar capacidades e enfrentar desafios de abastecimento.
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