- O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, pediu aos iranianos que aumentem a taxa de natalidade, em mensagem publicada na rede social X e integrada numa carta de grupos civis que trabalham com questões demográficas.
- Khamenei, que não se apresenta em público desde a sua nomeação em março, respondeu por escrito à carta conjunta dos grupos civis.
- O Irão tem cerca de 92 milhões de habitantes; a taxa de fertilidade das mulheres caiu de 6,5 em 1979 para 1,7 em 2024.
- Em 2020, autoridades de saúde iranianas disseram ter interrompido vasectomias e a distribuição de contracetivos para tentar aumentar a natalidade.
- O país continua envolvido num contexto de guerra no Médio Oriente, com negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear ainda bloqueadas, e disputas em torno do estreito de Ormuz.
O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, pediu aos iranianos que aumentem a natalidade. A mensagem foi publicada numa carta divulgada na rede social X, na qual o líder aponta para uma estratégia de crescimento populacional como fator decisivo para o futuro do país. A publicação surge numa altura de recessão demográfica estrutural.
O apelo surge em resposta a uma carta conjunta de grupos da sociedade civil que trabalham com questões demográficas. Segundo a versão transmitida pela emissora estatal Irib, Khamenei indicou que a política de crescimento populacional adequada pode permitir à nação desempenhar um papel estratégico no futuro, desejando que os esforços resultem em resultados frutíferos.
Contexto demográfico e histórico
O Irão tem cerca de 92 milhões de habitantes, posição entre os países mais populosos do mundo, mas a taxa de fertilidade caiu de 6,5 em 1979 para 1,7 em 2024, de acordo com dados do Banco Mundial. Em 2020, uma autoridade de saúde afirmou ter suspendido vasectomias e a distribuição de contracetivos para tentar reverter a tendência.
O país tem enfrentado danos no território devido a ataques recentes de EUA e de Israel, embora continue a controlar o estreito de Ormuz, uma vía de passagem estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos. As negociações entre Washington e Teerão permanecem bloqueadas há semanas, com o principal ponto de discórdia focado no programa nuclear iraniano.
Perspectivas diplomáticas
O Governo norte-americano exige restrições ao enriquecimento de urânio, enquanto Teerão rejeita as condições. Nesta segunda-feira, a República Islâmica apresentou uma contraproposta através de mediadores paquistaneses; o conteúdo da proposta não foi tornado público. As conversas visam travar a guerra que começou a 28 de fevereiro, segundo descrições diversas, mantendo o foco em vias diplomáticas para resolver o diferendo nuclear.
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