- A Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, pediu, durante um debate no Parlamento Europeu em Estrasburgo, o fim da repressão política em Cuba e o fim do controlo absoluto da economia.
- Reclamou reformas políticas e económicas significativas para evitar o colapso do país, e sublinhou que milhões estão a sofrer com cortes de eletricidade, escassez de medicamentos e serviços públicos degradados.
- A responsável lembrou que a crise resulta de falhas económicas estruturais, políticas deficientes e do impacto de restrições externas, sem mencionar diretamente o embargo dos EUA.
- Exigiu a libertação de pessoas detidas arbitrariamente e uma abertura do país à democracia, defendendo ao mesmo tempo que a reforma económica sustentável exige segurança jurídica e liberdade de atores económicos.
- A UE pretende manter apoio humanitário à população cubana, com mais seis milhões de euros adicionados, canalizados através de organizações internacionais e parceiros, sem financiar o Estado cubano.
A Alta Representante da UE para a Política Externa, Kaja Kallas, pediu às autoridades cubanas o fim da repressão política e do controlo absoluto sobre a economia. Alertou para reformas políticas e económicas significativas para evitar o colapso do país.
Kallas fez o apelo durante um debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, em relação à situação em Cuba. A dirigente europeia indicou que milhões de cubanos enfrentam cortes diários de eletricidade, carências de medicamentos e de alimentos.
A chefe da diplomacia europeia atribuiu a crise a falhas económicas estruturais, políticas deficientes e ao impacto de restrições externas. Não mencionou diretamente o embargo dos EUA, mas apontou pressões externas como fator relevante.
A responsável enfatizou que as autoridades cubanas devem libertar os detidos arbitrariamente, avançar com reformas e abrir o país à democracia, sublinhando que o ponto de vista está alinhado com o consenso entre os Estados-membros.
Kallas afirmou também que a abertura à iniciativa privada, ao investimento e ao empreendedorismo é essencial para estabilizar a economia, desde que haja segurança jurídica e liberdade para os agentes económicos.
A diplomata estónia adiantou que a UE manterá o apoio à população cubana através de ajuda humanitária. Referiu uma mobilização de seis milhões de euros adicionais para necessidades urgentes, canalizada por organizações internacionais e parceiros europeus.
Ao encerrar, destacou que a UE não financia o Estado cubano, mas sim a população, através de agências e organizações parceiras. A posição portuguesa é de reforçar a assistência humanitária sem intervenção direta no governo cubano.
Entre na conversa da comunidade