- A Comissão Europeia propôs regras para um bilhete único que permita combinar serviços de diferentes operadores ferroviários, com compra numa única plataforma.
- A iniciativa “Uma viagem, um bilhete” visa facilitar viagens regionais, de longa distância e transfronteiriças, assegurando assistência em caso de perda de ligação.
- O objetivo é tornar o transporte ferroviário mais competitivo face a outros meios, numa fase de crise energética na União Europeia.
- Estima-se que os passageiros façam poupanças de até 7,78 mil milhões de euros entre 2028 e 2050, enquanto as empresas enfrentariam cerca de 2,14 mil milhões de euros em custos de adaptação, resultando num benefício líquido de 5,63 mil milhões até 2050.
- As plataformas de venda de bilhetes passarão a apresentar opções de viagem de forma neutra e, quando possível, a ordenar por emissões de gases com efeito de estufa; a proposta segue para negociação entre o Conselho da UE e o Parlamento Europeu.
A Comissão Europeia propôs novas regras para criar um bilhete único que una viagens com vários operadores ferroviários, facilitando planeamento, reserva e proteção aos passageiros. A iniciativa foi anunciada hoje pela instituição.
Intitulada Uma viagem, um bilhete, a medida visa tornar o transporte ferroviário mais competitivo face a outros meios, num contexto de crise energética na UE e de foco na sustentabilidade dos comboios.
Segundo a proposta, passageiros podem encontrar, comparar e comprar serviços de diferentes operadores numa única plataforma, numa única transação.
No caso de perda de ligação entre comboios de empresas distintas, passa a haver assistência, reencaminhamento, reembolso e compensação para toda a viagem, semelhante ao que já existe no setor aéreo.
Atualmente, as viagens com múltiplos operadores enfrentam reserva fragmentada e proteção desigual para passageiros com bilhetes separados.
A Comissão estima que os passageiros da UE sejam os principais beneficiários, com poupanças entre 2028 e 2050 de 7,78 mil milhões de euros pela simplificação e menor custo de ligações perdidas.
Os custos de adaptação para as empresas ferroviárias deverão rondar 2,14 mil milhões de euros no mesmo período, devido a atualizações técnicas, contratos e coordenação entre operadores.
Apesar disso, o relatório de bruxelas aponta um benefício líquido de 5,63 mil milhões de euros até 2050.
As plataformas de venda de bilhetes terão novas obrigações, incluindo apresentação neutra das opções e, sempre que possível, ordenação por emissões de gases com efeito de estufa.
A proposta segue para negociação entre o Conselho da UE e o Parlamento Europeu, no âmbito do processo legislativo ordinário.
A iniciativa alinha-se com objetivos climáticos da UE e com o plano para ligar melhor ligações ferroviárias de alta velocidade e serviços transfronteiriços.
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