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Cidadão iraniano acusado de terrorismo é executado em Teerão

Execução de iraniano por rebelião armada e pertença a grupo considerado terrorista; Irão regista número recorde de execuções em 2025, segundo ONG.

Shahbakhsh foi condenado por rebelião armada após um ataque a uma esquadra de polícia
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  • Abdoljalil Shahbakhsh foi executado no Irão por rebelião armada e por ligação ao grupo considerado terrorista Ansar al-Furqan.
  • O grupo é sunita e atua na província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do Irão, com Shahbakhsh designado como membro veterano.
  • Ele terá participado nos protestos de 2022 e 2023, após a morte de Mahsa Amini.
  • Organizações de direitos humanos indicam que o Irão é o país que mais executa depois da China, com pelo menos 1.639 execuções em 2025.
  • As execuções têm aumentado desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro, com um novo caso de espionagem relatado em Teerão.

Abdoljalil Shahbakhsh foi executado em Teerão, segundo as autoridades iranianas. O homem foi considerado culpado de rebelião armada e de pertencer a um grupo designado terrorista. A confirmação foi divulgada pelo portal oficial Mizan.

De acordo com o mesmo portal, Shahbakhsh era visto como membro veterano do grupo Ansar al-Furqan, ativo na província do Sistão-Baluchistão, no sudeste do Irão. A acusação inclui um ataque a uma esquadra de polícia e participação no movimento de protesto de 2022 e 2023.

O movimento de protesto surgiu após a morte de Mahsa Amini, detida em Teerão por alegada violação de código de vestuário. A família de Shahbakhsh não é citada no relatório, que se limita a indicar a sua condenação e execução.

Orga­nizações de direitos humanos citadas pela imprensa afirmam que, a nível global, o Irão figura entre os países que mais recorrem à pena de morte, logo a seguir à China. A Amnistia Internacional e outras entidades monitorizam o tema.

Relatórios recentes indicam que, em 2025, o Irão executou pelo menos 1.639 pessoas, um dos números mais elevados desde 1989. As organizações Iran Human Rights e Together Against the Death Penalty destacam o aumento de execuções, principalmente por alegadas ameaças à segurança nacional.

A escalada de punições ocorre num contexto de tensões locais e de ações de espionagem, com novas execuções em Teerão desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a 28 de fevereiro. Na segunda-feira, outro condenado foi enforcado no país.

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