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Tesouro dos EUA mobiliza bancos contra esquemas iranianos de branqueamento

Tesouro dos EUA mobiliza bancos para reforçar vigilância a redes iranianas ligadas ao petróleo sancionado, pressionando Teerão a um acordo

Os secretários da Defesa e do Tesouro dos EUA, Pete Hegseth e Scott Bessent, assistem à cerimónia de chegada do rei Carlos III do Reino Unido à Casa Branca, 28 de abril de 2026
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  • O Tesouro dos EUA pediu aos bancos para reforçar a vigilância sobre redes iranianas de branqueamento ligadas ao petróleo sancionado, com o objetivo de pressionar Teerão a chegar a um acordo.
  • Foi pedido aos bancos norte-americanos que acompanhem o petróleo rotulado como “Malaysian blend”, visto como forma de ocultar a origem iraniana, e a ficção de registos de transporte e transferências navio-para-navio.
  • Esta ação faz parte da campanha “Economic Fury”, lançada em abril para aplicar pressão económica máxima e isolar financeiramente o regime iraniano, incluindo a identificação de doze facilitadores da venda e transporte de petróleo pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
  • O FinCEN, órgão do Tesouro, aponta dezenas de empresas marítimas sediadas no Iraque, Emirados Árabes Unidos e Hong Kong envolvidas no transporte de petróleo iraniano sancionado, com transações de cerca de 4 mil milhões de dólares e 707 milhões de dólares processados em contas nos EUA em 2024.
  • Em abril foram enviadas cartas a instituições financeiras na China, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Omã, alertando para sanções secundárias e para a fiscalização limitada dessas jurisdições, destacando o impacto potencial de ficar fora do sistema do dólar.

O Tesouro dos EUA pediu aos bancos para intensificar a vigilância sobre redes iranianas envolvidas no branqueamento de capitais ligadas à venda de petróleo sancionado. A medida visa pressionar Teerão a retomar negociações, após o impasse atual.

A orientação destaca o uso de empresas de fachada e ativos digitais para ocultar receitas da venda de petróleo sancionado. Também alerta para registos de transporte falsificados e transferências navio-a-navio em alto mar como indicadores de ocultação de origem.

Centrais internacionais sob escrutínio

Conforme a FinCEN, dezenas de entidades marítimas com sede no Iraque, UAE e Hong Kong estão ligadas ao transporte de petróleo iraniano. Relatório aponta transações de cerca de 4 mil milhões de dólares em 2024 e movimentos relevantes de 707 milhões processados via contas nos EUA.

Em abril, o Tesouro já enviou cartas a instituições financeiras na China, Hong Kong, UAE e Omã, advertindo para potenciais sanções secundárias. A comunicação acusa esses lugares de facilitarem transações ilícitas com fiscalização limitada.

A pressão visa manter o dólar como instrumento de isolamento financeiro da IRGC, especialmente enquanto cessar-fogos e negociações se tornam fragilizados. O objetivo é reduzir fontes de receita do regime Iraniano por meio de ocios de pagamento internacionais.

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