- Israel deportou Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, ativistas da segunda Flotilha Global Sumud, após detenção em águas internacionais.
- Os dois faziam parte de uma operação de ajuda humanitária a Gaza que partiu de Espanha a 12 de abril; foram detidos a 29 de abril e levados para Israel.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel alegou que Keshek era suspeito de integrar uma organização terrorista e que Ávila tinha envolvimento ilegal; ambos negaram as acusações.
- Espanha qualificou o episódio como “sequestro ilegal” e o presidente espanhol, Pedro Sánchez, acusou Israel de violar a lei internacional.
- A libertação foi anunciada na sequência, com Keshek a aparecer em Atenas e a lembrar a situação de prisioneiros palestinianos; os ativistas denunciaram tortura durante a detenção.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel anunciou que Saif Abu Keshek e Thiago Ávila foram deportados durante a última noite. Os dois ativistas, que participavam na frota de ajuda humanitária a Gaza, foram descritos como elementos com intenções provocatórias, e o governo afirmou não permitir violações do bloqueio naval a Gaza.
Os ativistas integram a segunda edição da Flotilha Global Sumud, que partiu de Espanha a 12 de Abril com o objetivo de entregar ajuda à população de Gaza. Ambos foram detidos pelas autoridades israelitas a 29 de Abril e conduzidos para Israel durante a noite.
Detenção e acusações
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel indicou que Abu Keshek era suspeito de ligação a uma organização terrorista, enquanto Ávila seria suspeito de atividade ilegal. Os dois negaram as acusações, afirmando tratar-se de uma missão humanitária para civis em Gaza e qual foi a detenção em águas internacionais foi considerada ilegal por autoridades internacionais.
O Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, descreveu a detenção como violação do direito internacional e uma interferência em águas que não pertencem ao Estado israelita. A Espanha criticou o que classificou como sequestro ilegal de civis em navio de ajuda.
Libertação e situação em seguida
No sábado seguinte, a mulher de Keshek informou, em Barcelona, que os ativistas seriam libertados nas próximas horas. Na manhã seguinte, a flotilha partilhou imagens que mostram Keshek em Atenas, destacando o apelo para a libertação de prisioneiros palestinianos.
Durante o período de detenção em Israel, os dois alegaram ter sido submetidos a maus-tratos. O brasileiro Ávila afirma ter apresentado ferimentos no rosto e dores intensas, relatos que constam de informações recebidas pelo consulado brasileiro que os visitou na prisão.
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