- Seul concluiu que a explosão no navio de bandeira sul-coreana HMM Namu, no Estreito de Ormuz, foi causada pelo impacto externo de um objeto voador não identificado, em 4 de maio, ainda não sendo possível determinar o tipo ou o tamanho exatos do objeto.
- O incidente ocorreu quando o navio, de carga, estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, às 20h40, hora da Coreia, com incêndio na casa das máquinas e sem feridos.
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter sido um ataque iraniano e pediu que Seul se juntasse à operação militar para escoltar navios no estreito, que hoje está suspensa.
- O Irão nega envolvimento na explosão, enquanto a Coreia do Sul se mantém cautelosa e descreve a possibilidade de ataque como incerta.
- O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, vai reunir-se com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth, para discutir a transferência de controlo operacional em caso de guerra (OPCON) e planos de submarinos nucleares com apoio dos Estados Unidos.
Seul anunciou que a explosão num navio Sul-coreano no Estreito de Ormuz foi provocada pelo impacto externo de um objeto voador não identificado. O incidente ocorreu na semana passada a bordo do navio de carga HMM Namu, que estava ancorado fora do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, em 04 de maio um objeto voador não identificado atingiu a popa da embarcação, na área da casa das máquinas. Ainda não é possível determinar com precisão o tipo ou o tamanho do objeto. Não houve feridos entre a tripulação.
O navio sofreu um incêndio após a explosão, mas os membros da tripulação permaneceram ilesos. A confirmação da causa por parte de Seul contrasta com declarações anteriores de Washington e Teerão.
Repercussões e próximos passos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha indicado tratar-se de um ataque iraniano e pediu à Coreia do Sul para apoiar a operação de escolta de navios no estreito — operação que ficou suspensa. Teerão negou qualquer envolvimento.
A Coreia do Sul mantém cautela na avaliação de culpabilidade e destaca a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o abastecimento de energia do país. O país depende fortemente de combustíveis do Médio Oriente, muitos deles transitando pela via marítima.
O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, irá reunir-se com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth, em Washington na segunda-feira. Entre os temas está a transferência de OPCON em tempo de guerra para a Coreia do Sul e o desenvolvimento de submarinos nucleares com apoio tecnológico de Washington.
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