- Catarina Martins é eurodeputada há um ano e meio em Bruxelas e falou ao Europa Viva sobre a sua experiência na União Europeia.
- A principal preocupação, segundo a deputada, é a distância entre a tomada de decisão e a aplicação de medidas na vida das pessoas.
- Reforçou que a experiência no Bloco de Esquerda e na política nacional é fundamental para compreender as necessidades da população e orientar o trabalho no Parlamento Europeu.
- Defende maior participação cidadã e transparência para fortalecer a democracia, além de destacar a necessidade de maior união entre os partidos de esquerda na UE.
- Frisou a intenção de continuar na política europeia, representando os portugueses e contribuindo para uma União Europeia mais justa e democrática.
Catarina Martins é eurodeputada há um ano e meio, a exercer funções em Bruxelas. Em entrevista ao programa Europa Viva, a dirigente à frente do Bloco de Esquerda partilhou as vantagens e as dificuldades de atuar na União Europeia.
A deputada sublinhou a urgência de aproximar quem decide da vida dos cidadãos. A distância entre a formulação de políticas e a sua aplicação prática é, na opinião dela, uma das maiores preocupações no seu trabalho em Bruxelas.
Martins recordou a sua trajetória política, desde o Bloco de Esquerda até ao Parlamento Europeu, dizendo que a experiência nacional ajuda a conhecer as necessidades da população. Essa perspetiva pretende trazer para as votações europeias.
Desafios e perspetivas
A eurodeputada defende uma maior participação cívica e maior transparência, como pilares para fortalecer a democracia. A aproximação entre eleitores e seus representantes é vista como essencial para a confiança pública.
Entre os obstáculos, aponta a necessidade de maior unidade entre os partidos progressistas na UE, de forma a enfrentar os desafios comuns da esquerda europeia. Martins considera prioritário esse alinhamento para influenciar políticas.
Para o futuro, Catarina Martins afirma que continuará a atuar na política europeia, perseguindo os interesses de Portugal e contribuindo para uma União Europeia mais justa e democrática.
Entre na conversa da comunidade