- A bandeira da União Europeia voltou a ser hasteada no parlamento húngaro, em Budapeste, após 12 anos de ausência durante o governo de Viktor Orbán.
- A decisão foi anunciada pela nova presidente do parlamento, Agnes Forsthoffer, na sessão de investidura dos deputados eleitos a 12 de abril.
- A medida é descrita como o “primeiro passo simbólico” para um regresso à Europa; a bandeira foi hasteada pouco depois, diante de aplausos.
- O partido vencedor, o Tisza, ocupa 141 dos 199 lugares; o líder Péter Magyar deverá ser investido como primeiro-ministro.
- Na posse do novo Governo, a Ode à Alegria, hino da União Europeia, será tocada, mas o partido Mi Hazánk confirmou que sairá da sala nesse momento.
A bandeira da União Europeia voltou a ser hasteada hoje no edifício do parlamento húngaro, em Budapeste, após uma ausência de 12 anos durante o governo de Viktor Orbán. A decisão partiu da nova presidente do parlamento, Agnes Forsthoffer, eleita com 193 votos em 199 na sessão de investidura.
Segundo a fonte, o ato é visto como o primeiro passo simbólico de regresso à União Europeia, com Forsthoffer a afirmar que, doravante, a Hungria voltará a ser “membro respeitado” da UE. A bandeira foi colocada ainda na manhã de hoje, perante a ovação de quem acompanhou o momento no exterior.
O parlamento húngaro é dominado pelo partido Tisza, com 141 dos 199 lugares. O líder conservador Péter Magyar deverá tomar posse como primeiro-ministro nesta tarde. O resultado eleitoral marcou o fim de 16 anos de governo do Fidesz, que ficou com 52 deputados.
A eleição também consolidou a maioria da oposição, ao passo que a extrema-direita Our Homeland manteve seis lugares. A cobertura aponta que deputados pró-Fidesz e da extrema-direita não aplaudiram a decisão sobre a bandeira da UE, prometida por Magyar.
Como gesto adicional, a Ode à Alegria será tocada na formação do governo liderado por Magyar, juntamente com o hino húngaro. O partido Mi Hazánk anunciou que não estará presente nesse momento do ritual.
László Toroczkai, líder do Mi Hazánk, explicou nas redes sociais que, por motivos ideológicos, a sua formação não estará presente quando a Ode à Alegria for prevista para tocar, mantendo posição de ceticismo em relação à integração europeia.
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