- Um cessar-fogo de um mês entre os EUA e o Irão permanece frágil, com Washington a dizer que aguarda a resposta iraniana à última proposta para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.
- Os EUA afirmam ter desativado dois petroleiros iranianos que tentavam violar o bloqueio naval, com vídeo a mostrar as chaminés dos barcos a serem atingidas por um caça.
- O Bahrein anunciou a detenção de 41 pessoas alegadamente ligadas à Guarda Revolucionária do Irão, indicando que investigações estão em curso.
- Diplomacia internacional intensifica-se, com a Rússia, Egito, Qatar e Paquistão a apelar à contenção e à continuação de negociações para um acordo sustentável.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão criticou os ataques recentes e afirmou disponibilidade para retomar hostilidades, mencionando ainda apoio da China a um novo quadro regional pós-guerra.
A trégua entre os EUA e o Irão permanece frágil, apesar de novos confrontos no estreito. Washington diz que o cessar-fogo de um mês se mantém, aguardando a resposta de Teerão para encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e cumprir os seus requisitos.
As forças norte-americanas afirmam ter desativado dois petroleiros iranianos que tentavam violar o bloqueio naval. Um vídeo mostra as chaminés dos navios a serem atingidas por caças, numa operação que também incluiu o uso de fogo de controlo contra um navio-tanque que procurava fugir.
Horas antes, Washington alegou ter frustrado ataques a três navios da Marinha e atingido instalações militares iranianas no estreito. Mesmo com estes ataques, o Presidente Donald Trump mantém a posição de que o cessar-fogo está em vigor, com previsões de retomar hostilidades caso Teerão não aceite o reestabelecimento do trânsito pelo estreito.
Detenções no Bahrein
Na ilha do Golfo, o Ministério do Interior do Bahrein anunciou a detenção de 41 pessoas associadas a um grupo ligado à Guarda Revolucionária do Irão. Investigações continuam para identificar novos ativos ou ligações ao IRGC. O Bahrein tem registado múltiplas detenções desde o início do conflito com Teerão.
O país, governado por uma monarquia sunita, abriga a Quinta Frota dos EUA e tem sido acusado por organizações de direitos humanos de utilizar a guerra para reprimir dissidência interna, numa conjuntura de elevada tensão regional.
Diplomacia e apelidos à contenção
A escalada motivou uma vaga de apelos diplomáticos. A Rússia pediu a continuação de esforços para chegar a um acordo sustentável que ponha fim ao conflito. O Egito e o Qatar reiteraram, em conversas separadas, que a via diplomática é essencial para a resolução.
O Paquistão destacou contactos contínuos com os EUA e o Irão, descrevendo uma cooperação intensiva para prolongar o cessar-fogo e buscar uma paz estável na região. Fontes oficiais indicaram que o país tem atuado como facilitador.
Reação do Irão
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão criticou os últimos ataques e questionou avaliações ocidentais sobre a capacidade militar de Teerão. O chefe da diplomacia iraniana afirmou que Teerão aguarda apoio da China para um novo quadro regional pós-guerra.
Ele acusou a possibilidade de pressões externas de serem uma manobra para desviar o curso das negociações. Ao que tudo indica, Teerão mantém a posição de negociar um acordo que garanta a segurança regional e a reabertura do estreito.
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