Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Soldado ucraniano sobreviveu duas semanas num abrigo russo

Soldado ucraniano sobreviveu duas semanas num abrigo fortificado russo e, ao render-se, regressa às linhas com o soldado russo que o capturou

Vadym Lietunov
0:00
Carregando...
0:00
  • Soldado ucraniano Vadym Lietunov sobreviveu duas semanas em um abrigo fortificado, depois de o abrigo ser destruído por ataques russos.
  • No dia seguinte, o bombardeamento intenso continuou e uma explosão arrancou o teto do abrigo, matando o companheiro e forçando a fuga.
  • Desorientado, Lietunov entrou num abrigo que julgava ter ser ucraniano e deparou-se com um soldado russo armado, que o manteve sob ameaça constante.
  • A convivência foi improvável: o captor prometia não atirar, mas repetidamente o apontava a arma à testa, enquanto Lietunov tentava manter a calma e sinalizar com o nome de guerra para chamar ajuda de drones ucranianos.
  • Finalmente, um veículo blindado ucraniano apareceu; os dois renderam-se. Lietunov regressou às linhas com o soldado russo capturado, perdeu um dedo do pé e está em reabilitação em Odessa.

Vadym Lietunov, soldado ucraniano, sobreviveu duas semanas em um abrigo fortificado russo após o ataque que destruiu o seu próprio abrigo. Ao fugir, entrou num bunker que julgava ser ucraniano, mas deparou-se com um soldado russo. A identidade do seu agressor só ficou clara pelo sotaque.

O episódio começou no dia seguinte à chegada à linha da frente. O bombardeamento iniciou-se de manhã e repetiu-se durante horas, com drones e morteiros a atingir o abrigo onde Lietunov se escondia com outro militar. O inimigo parecia ter conhecimento da posição.

A situação agravou-se quando uma explosão arrancou o teto do abrigo, deixando tudo sem cobertura. O companheiro de Lietunov foi morto no bombardeamento, perdendo as pernas. Lietunov tentou salvá-lo, mas percebeu tarde demais que era impossível.

Desorientado, o soldado encontrou o abrigo que julgava ser ucraniano e gritou por ajuda. Em vez disso, encontrou um soldado russo armado. ‘Tu não és dos nossos, pois não? Por favor, não me mates’, contou Lietunov, recordando o momento.

O soldado russo, Nikita, afirmou que não iria disparar, garantindo que Lietunov estava desarmado. No entanto, a ameaça permaneceu; o russo chegou a apontar a arma à testa do ucraniano e mudar de ideia. A relação entre os dois tornou-se tensa e imprevisível.

Perante a instabilidade do captor, Lietunov disse ter fingido ser mais incauto. Em meio à fome e à sede, recebiam apenas pequenas rações por drone. Foto de sinais com o nome de guerra e o número da brigada foram usados para chamar a atenção de drones ucranianos.

Dias depois, um veículo blindado ucraniano aproximou-se e ambos renderam-se à nova realidade. Lietunov regressou às linhas com o soldado russo que o capturou, que ficou sob custódia. O ucraniano perdeu um dedo do pé e recebe tratamento num centro de reabilitação em Odessa.

‘É um milagre’, disse Lietunov. ‘Entrei como prisioneiro e saí com um prisioneiro’, concluiu, descrevendo a transformação da situação e o retorno às forças ucranianas. A história foi retirada de entrevista ao The Guardian.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais